Recentemente, foi encontrado nos Estados Unidos um esqueleto de mastodonte bem preservado. Estudos indicam que esse animal habitou a região no final da última Era do Gelo.
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
Os mastodontes, pertencentes ao gênero Mammut, foram grandes mamíferos pré-históricos que habitavam a América do Norte e Central durante o período Mioceno, que se estendeu de 23,7 milhões a 5,3 milhões de anos atrás. A extinção desses majestosos animais ocorreu no final do Pleistoceno, entre 10 mil e 11 mil anos atrás.
Esses herbívoros sociais costumavam viver em manadas e eram majoritariamente encontrados em ambientes florestais. Suas práticas de forrageamento eram comparáveis às dos elefantes atuais. Em termos de tamanho, os mastodontes alcançavam cerca de 3 metros de altura, podendo chegar até 4 metros, e pesavam entre 4.000 e 5.000 kg.
A extinção dos mastodontes ainda é cercada de debates entre os cientistas, com a hipótese de que a caça intensa por humanos pré-históricos, especialmente a de filhotes, possa ter desempenhado um papel significativo nesse desaparecimento.
Recentemente, uma equipe de arqueólogos fez uma descoberta impressionante: um esqueleto de mastodonte em notável estado de preservação, localizado nos Estados Unidos.

A Descoberta do Esqueleto
Em 2022, no sul de Iowa, um morador do condado de Wayne esbarrou em um osso extraordinariamente longo, preso ao leito de um riacho em uma propriedade particular. Imediatamente após a descoberta, arqueólogos do Escritório Estadual de Arqueologia da Universidade de Iowa (OSA) foram ao local para investigar.
As primeiras análises indicaram que era um fêmur de mastodonte e, intrigantemente, também foi encontrado um fragmento de uma presa, que os especialistas acreditaram estar ainda ligado ao crânio do animal, o que levou à realização de uma investigação científica mais aprofundada.
Após conseguir financiamento necessário para continuar os trabalhos, os arqueólogos retornaram ao local em 2024 e conduziram uma escavação de 12 dias.
Durante esse processo, eles desenterraram uma série de materiais fósseis significativos. Por meio da datação por radiocarbono, descobriram que o mastodonte viveu há cerca de 13.600 anos, no final da última Era do Gelo, um período que coincide com a extinção dessa espécie. Essa descoberta é particularmente relevante, uma vez que corresponde à presença humana registrada na região.

Além dos ossos do mastodonte, os pesquisadores encontraram vários artefatos humanos, como ferramentas de pedra, o que indica a presença de humanos na bacia do riacho, uma evidência até então inexistente.
Agora, os pesquisadores buscam indícios de interação entre humanos e o mastodonte, como marcas de cortes nos restos fósseis que poderiam indicar caça. “Estamos ansiosos para encontrar evidências de como os humanos interagiram com essa criatura – talvez as pontas de projéteis e facas utilizadas para caça e abate. Também buscamos possíveis marcas nos próprios ossos que possam ser identificáveis”, pontuou John Doershuk, diretor e arqueólogo do OSA.
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