EUA avaliam os perigos de permitir que a Ucrânia execute ataques a longa distância

Agências americanas concluíram que conceder o pedido da Ucrânia para usar mísseis ocidentais contra alvos da Rússia não mudaria curso da guerra e ainda poderia levar a uma retaliação violenta
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA

As agências de inteligência dos Estados Unidos evaluam que a Rússia provavelmente responderá de forma mais contundente a qualquer autorização dada aos ucranianos para utilizar mísseis de longo alcance, fornecidos por EUA, Grã-Bretanha e França, em ataques dentro do território russo. Essa questão se tornou um ponto crítico para o presidente Biden, que recentemente se encontrou com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca.

Esse relatório de inteligência, que não havia sido divulgado anteriormente, sugere que os efeitos dos mísseis de longo alcance no conflito podem ser limitados, já que os ucranianos dispõem apenas de um número restrito dessas armas e ainda não está claro quantas mais os aliados ocidentais poderão enviar.

A avaliação também explora os perigos e as recompensas incertas que cercam essa decisão de grande risco, que recai sobre Biden.

Zelensky tem pressionado tanto pública quanto privadamente para obter a permissão de utilizar os mísseis de longo alcance em um esforçado esforço de expandir a guerra no território russo. Por outro lado, o presidente russo, Vladimir Putin, utiliza ameaças como uma forma de dissuadir os EUA e seus aliados de entregarem armamentos mais sofisticados aos ucranianos.

Os líderes britânicos mostram-se menos receosos em relação a essa questão, já indicando seu apoio para que os ucranianos usem os mísseis fornecidos por eles para atacar alvos na Rússia, mas preferem aguardar a decisão de Biden antes de autorizar tais ações, devido às potenciais repercussões na segurança da coalizão.

A análise da inteligência lista diversas respostas que a Rússia poderia empregar, que vão desde ações de sabotagem na Europa até ataques letais a bases militares americanas e europeias. Segundo oficiais dos EUA, a GRU, a agência de inteligência militar russa, tem sido responsável por uma parte significativa dos atos de sabotagem ocorridos na Europa até o momento.

Caso Putin opte por intensificar suas ações em resposta ao uso dos mísseis, os analistas americanos acreditam que a Rússia preferiria realizar operações secretas a ataques abertos, buscando evitar um conflito em larga escala.

Atualmente, os Estados Unidos e seus aliados forneceram aos ucranianos três tipos de sistemas de mísseis de longo alcance: os ATACMS, fabricados nos EUA; os mísseis Storm Shadow, da Grã-Bretanha; e os mísseis SCALP, da França. Esses armamentos já foram utilizados pelos ucranianos em alvos russos, incluindo aqueles localizados na Península da Crimeia, anexada por Moscou em 2014.

 

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