Procuradores argumentam que funções como filtros de beleza e rolagem infinita de vídeos exploram curiosidade juvenil e incentivam vício
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
O TikTok está enfrentando uma nova série de processos judiciais movidos por 13 estados americanos e pelo Distrito de Columbia. As ações, protocoladas nesta terça-feira (8) em locais como Nova York e Califórnia, acusam a famosa plataforma de mídia social de prejudicar seus jovens usuários e de não manter a devida proteção a eles.
Esses processos fazem parte de uma crescente batalha legal da empresa, que é de propriedade chinesa, contra os reguladores dos EUA, com o objetivo de impor novas sanções financeiras.

As autoridades afirmam que o TikTok utiliza algoritmos projetados de maneira a manter as crianças conectadas por longos períodos, além de comprometer a eficácia na moderação de conteúdo. “O TikTok promove a dependência das redes sociais para maximizar seus lucros”, declarou Rob Bonta, procurador-geral da Califórnia.
Letitia James, procuradora-geral de Nova York, também levantou preocupações, mencionando que “os jovens estão enfrentando dificuldades com sua saúde mental devido a plataformas de mídia social viciantes como o TikTok”, conforme reportado pela Reuters. As acusações incluem a priorização do tempo que os usuários passam no aplicativo, com o foco em direcioná-los a anúncios publicitários.

Em resposta, o TikTok negou as acusações, afirmando que “na verdade, oferecemos uma série de proteções sólidas para adolescentes e seus responsáveis,” como afirmou a empresa na semana passada.
No entanto, o procurador-geral de Washington, D.C., Brian Schwalb, destacou que a plataforma opera um serviço de transmissão de dinheiro não autorizado e é, em sua opinião, “perigosa por natureza”.
Além disso, a ação judicial de Washington mencionou que o TikTok contribui para a exploração sexual de menores, alegando que suas funcionalidades de streaming ao vivo e sistema de moeda virtual funcionam como um “clube de strip virtual sem restrições de idade”.

Em março de 2022, um grupo de oito estados, incluindo Califórnia e Massachusetts, já havia iniciado investigações nacionais sobre os efeitos do TikTok sobre os jovens. Recentemente, em agosto, o Departamento de Justiça dos EUA também moveu um processo contra a plataforma, por sua suposta falha em proteger a privacidade infantil.
Enquanto isso, a ByteDance, empresa-mãe do TikTok, está sob a ameaça de uma proibição total nos Estados Unidos.
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