Infraestrutura na fronteira se expande para acomodar imigrantes retornados dos EUA.
Por Ana Mendes | GNEWSUSA
O governo do México anunciou a criação de dez centros de assistência para imigrantes ao longo da fronteira com os Estados Unidos. A iniciativa busca preparar o país para a chegada de deportados, em meio à promessa do presidente Donald Trump de reforçar o controle migratório e promover um grande esforço de deportação de imigrantes ilegais.
A secretária do Interior do México, Rosa Icela Rodriguez, destacou que os centros foram instalados estrategicamente nos estados do norte do país, abrangendo Baja California, Sonora, Chihuahua, Coahuila, Nuevo León e Tamaulipas. Essas regiões, historicamente, têm sido os principais pontos de travessia ilegal para os Estados Unidos.
México se prepara para possível aumento nas deportações
Desde a eleição de Donald Trump, o debate sobre imigração voltou ao centro da política americana.
O presidente tem reafirmado sua posição contra a imigração ilegal e garantiu que seu novo governo adotará uma abordagem ainda mais firme do que em seu primeiro mandato.
As deportações não são novidade para os mexicanos que vivem ilegalmente nos Estados Unidos. Durante uma apresentação oficial, a presidente Claudia Sheinbaum mostrou dados históricos sobre o número de deportados desde a administração do ex-presidente George H.W. Bush. Ela destacou que “durante o governo de Bill Clinton, ocorreu a maior deportação de mexicanos dos Estados Unidos, com 7,447 milhões de pessoas, com uma média de 2.550 deportados por dia”.
Os números mostram que a política migratória restritiva não é exclusiva de governos republicanos, mas uma realidade presente em diferentes administrações americanas.
O impacto da imigração ilegal nos EUA
De acordo com um estudo do instituto mexicano El Colegio de la Frontera Norte (COLEF), cerca de 5 milhões de mexicanos vivem atualmente nos Estados Unidos sem autorização legal. O número reforça a necessidade de um controle mais rígido para garantir a segurança e a legalidade do sistema imigratório americano.
O governo Trump argumenta que a imigração ilegal representa um desafio econômico e de segurança nacional. Além da concorrência desleal no mercado de trabalho, há preocupações com o aumento da criminalidade associado a gangues transnacionais.
Como a MS-13, que operam em diversas cidades americanas.
Especialistas afirmam que um plano ambicioso de deportação em larga escala pode levar anos e exigir um alto investimento, mas Trump se mantém firme em sua proposta. A criação dos centros de assistência pelo México demonstra que o país reconhece a possibilidade de mudanças significativas na política imigratória dos EUA e busca alternativas para lidar com as consequências desse cenário.
Com as novas diretrizes sendo estruturadas, a fronteira entre México e Estados Unidos poderá viver uma das maiores reorganizações de fluxo migratório da história recente. Para os defensores da soberania e da ordem legal, as medidas são essenciais para garantir que a imigração ocorra de maneira controlada e dentro das regras estabelecidas pelo país que recebe os imigrantes.
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