Presidente americano diz que medidas tarifárias são resposta legítima à exploração comercial sofrida pelos EUA durante décadas.
Por Gilvania Alves|GNEWSUSA
Durante entrevista concedida à revista Time, publicada nesta sexta-feira (25), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que países como o Brasil enriqueceram explorando o mercado americano por meio de tarifas de importação elevadas. Segundo ele, sua política comercial busca corrigir um desequilíbrio histórico que comprometeu a indústria nacional.
“Veja, foi isso que a China fez conosco. Eles nos cobram 100%. Se você olhar para a Índia, ela cobra entre 100% e 150%. Se você olhar para o Brasil, se olhar para muitos, muitos países, eles cobram – é assim que sobrevivem. É assim que ficaram ricos”, declarou Trump, ao comentar sobre a diferença de tratamento dado por outros países aos produtos norte-americanos.
Trump defendeu o endurecimento nas regras de comércio internacional adotadas em seu governo como uma resposta proporcional a décadas de práticas injustas. O presidente americano afirma que os resultados dessas medidas já estão sendo sentidos dentro dos Estados Unidos, especialmente na retomada do setor produtivo.
“Lembre-se disso: não há tarifas se eles fabricarem os produtos aqui. Isso é um sucesso tremendo. Você ainda não percebeu, mas o que está acontecendo é um enorme sucesso. Estamos arrecadando bilhões e bilhões de dólares — dinheiro que nunca tínhamos arrecadado antes”, afirmou, destacando os ganhos financeiros diretos obtidos com a nova política.
Para Trump, a aplicação de tarifas é uma ferramenta legítima de negociação e uma forma de restaurar a competitividade da indústria nacional. Ele reforçou que sua gestão tem trabalhado para firmar novos acordos, inclusive com países considerados desafiadores nas negociações, como a China.
“Fechei 200 acordos. Você precisa entender, estou lidando com todas as empresas, com países muito amigáveis. Estamos nos reunindo com a China. Estamos indo bem com todos. Mas, no fim das contas, fui eu quem fechou todos os acordos”, declarou.
Entre as medidas mais recentes, destacam-se as tarifas de 25% sobre automóveis importados, anunciadas em março deste ano, além das taxações sobre aço e alumínio. No caso do Brasil, a tarifa atual é de 10%, mesma alíquota aplicada por Brasília aos produtos americanos.
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