Governo traz ao país Nadine Heredia, condenada no Peru por lavar dinheiro de campanhas com recursos da Odebrecht
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O Ministério da Defesa confirmou que o governo Lula gastou R$ 345.013,56 em uma operação da Força Aérea Brasileira para trazer ao país a ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, condenada por lavagem de dinheiro. A revelação foi enviada ao deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) após requerimento oficial no Congresso.
• Segundo o documento, a missão da FAB envolveu:
• Aeronave designada exclusivamente para o transporte da ex-primeira-dama;
• Tripulação completa mobilizada pela Força Aérea;
• Itinerário internacional custeado com recursos públicos;
• Autorização final dada pelo governo federal.
A operação ocorreu em 16 de abril de 2025, após o Brasil conceder asilo diplomático a Heredia e ao marido, o ex-presidente peruano Ollanta Humala, ambos condenados a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro ligada à Odebrecht (atual Novonor).
Por que o caso gerou revolta?
A oposição aponta que o uso de dinheiro público para resgatar uma figura política condenada por corrupção em outro país reforça a percepção de que o governo Lula atua ideologicamente, beneficiando aliados de esquerda da América Latina.
O líder do Novo, Marcel van Hattem, criticou o gasto milionário e pediu explicações:
“A FAB não pode ser transformada em táxi político para atender aliados ideológicos do presidente. Isso é desrespeito ao contribuinte brasileiro.”
Outros parlamentares afirmam que:
• O governo priorizou interesses políticos externos em vez de problemas internos;
• Aoperação cria constrangimento diplomático e pode irritar o Peru;
• A decisão reforça o alinhamento do governo Lula com líderes investigados ou condenados por corrupção.
Contexto da condenação
Heredia e Humala foram sentenciados pela Justiça peruana após um julgamento de três anos envolvendo acusações de recebimento de recursos ilícitos para campanha eleitoral — recursos que teriam vindo exatamente da Odebrecht, empreiteira que também protagonizou escândalos no Brasil durante os governos petistas.
No entanto, a condenação está em vigor, e as autoridades peruanas mantêm a ordem de prisão.
O contribuinte paga a conta
Além da polêmica diplomática, o caso gerou indignação principalmente pelo custo.
Os R$ 345 mil incluíram combustível, deslocamento, horas de voo, diárias e toda a logística para trazer Heredia ao Brasil.
• Críticos afirmam que, enquanto:
• Faltam recursos para saúde,
• Perícias do INSS atrasam,
• Servidores vivem cortes,
E o governo pede empréstimos bilionários para estatais, o Planalto escolheu despender uma quantia alta para uma operação sem benefício ao cidadão brasileiro.
Conclusão
A operação que trouxe Nadine Heredia ao Brasil colocou novamente o governo Lula no centro de uma crise política.
A decisão fortaleceu críticas de que o Planalto atua com preferências ideológicas, utiliza estruturas do Estado para fins políticos e ignora o impacto financeiro para o contribuinte.
Enquanto o governo tenta apresentar explicações que não convencem nem esclarecem os reais motivos da operação, cresce a percepção de que a missão da FAB foi um ato político disfarçado de decisão diplomática. A oposição afirma que o Planalto usou acordos internacionais apenas como pretexto, evitando admitir que colocou recursos públicos a serviço de uma condenada por corrupção ligada a aliados ideológicos.
O caso deve seguir como um dos episódios mais polémicos, obscuros e questionados da política externa do governo Lula — e um símbolo do uso da máquina estatal para atender interesses que não representam o povo brasileiro.
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