Petróleo da União dispara, mas governo Lula mantém brasileiro sem retorno

Mesmo com alta de 3,57% e avanço expressivo em Mero, gestão federal falha em transformar aumento da produção em redução de impostos, preços menores ou benefícios concretos

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

A produção de petróleo pertencente à União voltou a crescer em setembro de 2025 e alcançou 174 mil barris por dia (bpd), segundo dados oficiais da PPSA, responsável pela gestão dos contratos do pré-sal. O avanço corresponde a alta de 3,57% em relação ao mês anterior e reforça a força operacional dos campos sob regime de partilha — especialmente Mero, que mais uma vez se destacou como o principal motor da produção nacional.

Apesar do aumento expressivo na fatia destinada ao governo federal, o país não viu qualquer melhoria em preços, investimentos ou redução de impostos, o que reacende críticas sobre a gestão dos recursos energéticos durante o governo Lula.

Mero domina a produção e sustenta alta do pré-sal

O campo de Mero continua sendo o gigante da nova fronteira petrolífera brasileira. Em setembro, a União recebeu 157.210 bpd dos campos operados pela partilha, e mais de 68% desse volume veio exclusivamente de Mero.

Nos Acordos de Individualização da Produção (AIPs), que complementam a fatia governamental, foram entregues 16.830 bpd, sendo que 78% também vieram de Mero.

Ou seja: quase tudo que chega à União hoje depende diretamente desse campo.

A expansão é resultado da entrada de novas plataformas flutuantes (FPSOs), que ampliam gradualmente a capacidade de escoamento e processamento de óleo na área — projetos planejados muito antes do governo atual.

Outros campos: contribuição menor, mas estável

Além de Mero, os demais campos da partilha apresentaram os seguintes volumes para a União:

Sépia: 25.570 bpd

Itapu: 13.200 bpd

Búzios: 8.020 bpd

Sapinhoá: 2.270 bpd

Atapu: 1.320 bpd

Espadim: 10 bpd

Tartaruga Verde Sudoeste: 10 bpd

A produção total dos campos sob partilha alcançou 1,43 milhão de bpd, uma alta de 3% sobre agosto. Mero liderou com 607,2 mil bpd, seguido de Búzios (570,4 mil bpd). Alta na produção, mas retorno ao cidadão não aparece

Mesmo com mais petróleo entrando para os cofres públicos, não houve redução do preço dos combustíveis, nem alívio nos impostos federais sobre energia. Especialistas do mercado destacam que a arrecadação federal com o pré-sal já é gigantesca, mas falta gestão eficiente para transformar essa riqueza em benefícios concretos para a população.

Na visão de analistas independentes, o governo Lula:

• Arrecada mais,

• Gasta mais,

• Mas entrega menos.

O aumento da produção reforça a força estrutural do pré-sal — resultado de investimentos e projetos de longo prazo —, não necessariamente mérito da gestão atual.

Críticas ao governo: pré-sal cresce apesar da política energética, não por causa dela

Para vozes do setor e parlamentares de oposição, o crescimento robusto do petróleo sob regime de partilha demonstra que o pré-sal avança mesmo diante de incertezas regulatórias, intervenções políticas e decisões que afastam investidores.

A leitura predominante entre críticos é de que o governo se beneficia dos números, mas não oferece previsibilidade nem ambiente de negócios para ampliar o potencial energético do Brasil.

Conclusão

A produção de petróleo da União atingiu um dos patamares mais fortes do ano. Mas, enquanto o pré-sal segue entregando resultados sólidos, a população continua sem qualquer benefício prático desse crescimento.

A alta revela uma verdade incômoda: o petróleo avança por mérito técnico e histórico, mas o país continua parado por falta de gestão.

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