Pesquisas internacionais apontam que manter o colesterol equilibrado ao longo da vida é um dos fatores mais importantes para proteger a saúde do cérebro
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA
O impacto do colesterol na saúde do cérebro voltou a ganhar destaque após novas publicações científicas mostrarem que o desequilíbrio das gorduras no sangue pode aumentar o risco de perda de memória, declínio cognitivo e até Alzheimer. Embora a ciência ainda investigue os mecanismos exatos dessa relação, especialistas reforçam que já existe consenso sobre um ponto: colesterol alterado acelera danos cerebrais ao longo do tempo.
Estudos recentes publicados em Neurology, JAMA Neurology e The Lancet Healthy Longevity apontam que níveis elevados de LDL, o chamado “mau colesterol”, provocam inflamações e reduzem o fluxo sanguíneo no cérebro — fatores que favorecem o surgimento de placas ligadas à neurodegeneração. Pesquisas de longo prazo também mostram que pessoas com colesterol muito alto na meia-idade apresentam maior probabilidade de desenvolver algum tipo de demência décadas depois.
Por outro lado, o HDL — conhecido como “bom colesterol” — exerce uma função protetora ao ajudar na remoção de resíduos tóxicos e na preservação dos vasos sanguíneos cerebrais. Nos últimos anos, cientistas têm observado que a eficiência do HDL pode ser mais importante do que a quantidade em si. Quando esse colesterol perde funcionalidade, mesmo níveis considerados normais podem não garantir a proteção esperada.
A genética também tem papel importante. A presença do gene APOE4, que influencia a forma como o corpo processa gorduras, está associada tanto ao aumento do LDL quanto ao maior risco de Alzheimer. Ter o gene não significa desenvolver a doença, mas reforça a necessidade de atenção à saúde cardiovascular.
Para médicos especializados em envelhecimento e prevenção, a mensagem é clara: cuidar do coração é cuidar do cérebro. Manter os níveis de colesterol controlados — com alimentação adequada, rotina de exercícios, controle de peso e uso de medicação quando indicada — reduz de forma significativa o risco de problemas cognitivos no futuro.
Embora ainda existam perguntas sem resposta, o que a ciência já confirma é suficiente para orientar escolhas importantes. A prevenção começa cedo, e equilibrar o colesterol ao longo da vida é uma das estratégias mais eficazes para preservar a memória, a cognição e a qualidade de vida na idade adulta e na velhice.
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