Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que as vacinas salvaram quase 59 milhões de vidas desde 2000. Em 2024, porém, houve 11 milhões de infecções e 95 mil mortes, indicando risco contínuo de surtos
Por Paloma de Sá |GNEWSUSA
O sarampo apresentou avanços importantes nas últimas décadas: entre 2000 e 2024, a vacinação global reduziu em 88% o número de mortes pela doença, salvando cerca de 59 milhões de vidas. Apesar dessa conquista, dados recentes mostram um cenário preocupante: em 2024, o mundo registrou aproximadamente 11 milhões de casos e 95 mil mortes, a maioria de crianças menores de cinco anos. A queda na mortalidade contrasta com a alta de infecções, evidenciando falhas na cobertura vacinal e fragilidades nos sistemas de saúde.
A vitória da vacinação, mas a guerra não acabou
A OMS estima que, desde 2000, a vacinação contra o sarampo evitou quase 59 milhões de mortes. Em 2024, o número de óbitos caiu para 95 mil, um dos menores já registrados desde o início da série histórica. Ainda assim, especialistas alertam que a doença continua sendo uma ameaça significativa, especialmente em comunidades com baixa cobertura vacinal.
Casos aumentam e surtos se espalham
Em 2024, foram registrados cerca de 11 milhões de casos de sarampo no mundo, número superior ao de anos que precederam a pandemia. A elevação está diretamente ligada à cobertura vacinal insuficiente: aproximadamente 84% das crianças receberam a primeira dose da vacina, mas apenas 76% completaram o esquema de duas doses, o que é insuficiente para garantir proteção coletiva.
A OMS estima que mais de 30 milhões de crianças ficaram desprotegidas em 2024, principalmente em regiões vulneráveis, como partes da África e do Mediterrâneo Oriental, onde conflitos e fragilidade estrutural dificultam programas de imunização.
Regiões com piora e risco elevado
A Europa registrou recentemente o maior número de casos de sarampo em mais de 25 anos, com aumento expressivo de hospitalizações. Nas Américas, surtos têm voltado a ocorrer, com diversos países enfrentando altas taxas de transmissão. Em áreas afetadas por crises humanitárias, a baixa vacinação eleva ainda mais o risco de propagação.
Por que o sarampo ainda preocupa
O sarampo continua sendo uma das doenças mais contagiosas do mundo, capaz de infectar rapidamente populações com baixa imunidade. Além de levar à morte, pode causar complicações graves como pneumonia, cegueira e encefalite. A queda contínua na cobertura vacinal, especialmente da segunda dose, deixa populações inteiras vulneráveis a novos surtos.
O que precisa ser feito
Especialistas recomendam intensificar campanhas de vacinação para alcançar a meta ideal de 95% de cobertura com duas doses. Além disso, é fundamental fortalecer sistemas de vigilância, garantir financiamento contínuo e priorizar políticas públicas de imunização, especialmente em regiões vulneráveis.
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