Região adota postura mais seletiva, endurece exigências e amplia incentivos para profissionais altamente qualificados
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
A Escandinávia vive uma das maiores revisões migratórias dos últimos anos. Suécia, Noruega e Dinamarca adotaram mudanças que afetam trabalhadores, famílias, estudantes e residentes temporários. O movimento geral combina mais rigor em residência permanente e reunificação familiar com mais incentivos para profissionais qualificados, especialmente nas áreas de tecnologia, engenharia, saúde e inovação.
Suécia: mais flexível no trabalho, mais rígida na permanência
A Suécia pretende facilitar a vida de quem já trabalha no país: profissionais poderão trocar de emprego sem novo visto e terão até seis meses de permanência em caso de desemprego (após dois anos de trabalho).
Por outro lado, residência permanente e reunificação familiar terão exigências maiores de renda, idioma e integração.
Impacto: liberdade maior para trabalhadores qualificados; regras mais duras para famílias e estudantes.
Noruega: renda mínima mais alta para trazer familiares
A Noruega elevou para 400 mil coroas norueguesas anuais a renda necessária para patrocinar familiares. A medida reforça a exigência de autossuficiência econômica.
Impacto: brasileiros precisarão de mais planejamento financeiro para reunificação familiar.
Dinamarca: país mais rígido da região
A Dinamarca reforçou limites para estudantes, solicitantes de asilo e pessoas sem vínculo profissional sólido. Proteções temporárias ganharam espaço, reduzindo chances de residência permanente.
Impacto: oportunidades concentradas em profissionais altamente qualificados.
Tendência geral
A região segue três caminhos claros:
- Mais seletividade na entrada e na permanência
- Incentivo à imigração qualificada
- Restrição para família, estudantes e residência permanente
Para brasileiros
Quem atua em TI, engenharia, saúde, indústria verde e pesquisa encontra boas oportunidades.
Já quem pretende levar família, estudar ou permanecer sem emprego enfrenta regras mais rigorosas — especialmente na Noruega e na Dinamarca.
Conclusão
A Escandinávia está priorizando qualificação, estabilidade econômica e integração. As oportunidades permanecem fortes para quem tem perfil profissional estratégico. Porém, famílias, estudantes e migrantes sem vínculo empregatício precisarão se preparar para requisitos mais altos e processos mais exigentes.
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