Líder da oposição defende julgamento de Maduro nos EUA e convoca o povo venezuelano a reconstruir o país
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
A líder opositora venezuelana Maria Corina Machado, apontada como uma das principais referências políticas no pós-Maduro, afirmou neste sábado (3) que “chegou a hora da liberdade” na Venezuela. O pronunciamento ocorre após a operação militar conduzida pelos Estados Unidos que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Em sua declaração, Maria Corina defendeu o início imediato de uma transição democrática, afirmando que o regime chavista chegou ao fim após anos de autoritarismo, repressão e crimes contra o povo venezuelano. Para ela, Maduro deve agora enfrentar a justiça internacional pelos atos cometidos não apenas contra cidadãos da Venezuela, mas também contra cidadãos de outros países, em especial por envolvimento com o narcotráfico.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades norte-americanas, Maduro foi levado sob custódia dos Estados Unidos e segue em um navio com destino ao território americano, onde deverá ser julgado por acusações criminais relacionadas ao narcotráfico e organizações transnacionais. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, confirmou que o ex-ditador enfrentará um julgamento criminal em cortes norte-americanas.
“O império da lei voltou a prevalecer”
Maria Corina Machado afirmou que, diante da recusa de Maduro em aceitar uma saída negociada, os Estados Unidos cumpriram a promessa de “fazer valer a lei”, encerrando um ciclo de impunidade que, segundo ela, sustentou o regime por anos. Para a líder opositora, o momento representa a retomada da soberania popular e nacional, abrindo caminho para a restauração da ordem institucional.
Ela destacou que a transição deverá incluir a libertação imediata de presos políticos, o retorno das liberdades civis, a reconstrução econômica do país e o restabelecimento das instituições democráticas destruídas pelo chavismo.
Reconhecimento de novo presidente
No posicionamento, Maria Corina voltou a questionar o resultado do processo eleitoral realizado em 28 de julho, classificando-o como fraudulento. Segundo ela, Edmundo González Urrutia deve ser reconhecido como o legítimo presidente da Venezuela, assumindo imediatamente o mandato constitucional e o comando da Força Armada Nacional.
Para a opositora, esse reconhecimento é essencial para garantir estabilidade, segurança e legitimidade durante o período de transição.
Convocação ao povo venezuelano
Maria Corina Machado também convocou a população a permanecer “vigilante, ativa e organizada” até a consolidação completa da transição democrática. Aos venezuelanos que vivem no país, pediu atenção às orientações que serão divulgadas por canais oficiais. Já aos que vivem no exterior, solicitou mobilização junto a governos estrangeiros e à comunidade internacional em apoio ao processo de reconstrução nacional.
“Esta é a hora dos cidadãos”, afirmou a líder opositora, encerrando sua mensagem com a promessa de que a Venezuela “será livre” e que a luta seguirá “até o final”.
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