Preenchimento estético com gordura de doadores falecidos ganha espaço nos EUA

Técnica chamada AlloClae começa a se popularizar em cidades como Nova York e promete alternativa para pacientes sem gordura suficiente para procedimentos tradicionais
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA

Um novo método de preenchimento estético que utiliza gordura proveniente de doadores falecidos vem despertando interesse entre pacientes em diferentes regiões dos Estados Unidos. A técnica, que ainda avança de forma gradual, tem encontrado maior adesão em grandes centros urbanos, como Nova York.

A cirurgiã plástica Melissa Doft, que atua em Manhattan, manifestou entusiasmo com a novidade em um vídeo publicado nas redes sociais. Segundo ela, o procedimento surge como uma alternativa para pacientes que não possuem gordura corporal suficiente ou que já passaram por lipoaspiração.

Aqui em Nova York estamos muito animados com isso, principalmente porque nossos pacientes às vezes são muito magros ou já fizeram lipoaspiração”, afirmou a médica.

A gordura humana é utilizada para modelar e dar volume a diferentes áreas do corpo, com destaque para procedimentos populares como o lifting de glúteos à brasileira (BBL) e o aumento das mamas. Conforme informações, o preenchimento, conhecido comercialmente como AlloClae, foi lançado no mercado norte-americano no ano passado.

Popularização do procedimento

De acordo com o cirurgião plástico Sachin M. Shridharani, que passou a oferecer o AlloClae em sua clínica em Manhattan, menos de 5% dos cirurgiões plásticos certificados nos Estados Unidos realizam atualmente o procedimento. Apesar disso, entre os profissionais que já adotaram a técnica, a procura tem sido intensa, com registros frequentes de escassez do produto.

O AlloClae é produzido a partir de gordura estéril coletada de doadores falecidos e pode ser aplicado por meio de injeções minimamente invasivas, realizadas em consultório, sem necessidade de anestesia geral. O material passa por um rigoroso processo de purificação e esterilização, que elimina resíduos celulares e DNA, reduzindo o risco de reações imunológicas adversas.

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