Casares chega em minoria à votação de impeachment no São Paulo

Quatro grupos abandonam a base do presidente, oposição cresce e decisão sobre destituição será tomada em reunião no Morumbis
Por Schirley Passos|GNEWSUSA

Às vésperas da votação que pode definir o futuro de Julio Casares na presidência do São Paulo, o Conselho Deliberativo do clube passou por uma reviravolta política: antigos aliados romperam com a gestão, e o presidente chega à reunião decisiva na próxima sexta-feira (16), no Morumbis, em minoria entre os conselheiros aptos a votar.

Em um intervalo de pouco mais de dois meses, a base que sustentava Casares se fragmentou após o avanço de investigações policiais e do Ministério Público e a revelação de um esquema de exploração clandestina de um camarote do estádio. O colegiado, formado por 254 conselheiros com direito a voto, hoje está dividido em sete grupos, além de independentes, com ampla vantagem numérica da oposição.

Dos antigos seis grupos que compunham a coalizão governista, quatro, Legião, Vanguarda, Sempre Tricolor e Participação, anunciaram oficialmente a saída do bloco de apoio, levando consigo cerca de 128 conselheiros. Somados à oposição histórica, o movimento formou um grupo estimado em 182 votos contrários ao presidente.

Casares mantém apoio apenas de dois grupos: Força São Paulo e Movimenta São Paulo, que juntos reúnem cerca de 67 conselheiros e, em tese, ainda podem impedir o impeachment, já que o Estatuto Social exige 191 votos favoráveis para a destituição do presidente.

A definição do quórum necessário gerou controvérsia. A oposição defendia a aplicação de outro artigo estatutário, que exigiria dois terços dos votos, o equivalente a 170 conselheiros. A interpretação adotada pela presidência do Conselho Deliberativo manteve o número mais alto, o que aumenta as chances de sobrevivência política do dirigente.

A reunião decisiva está marcada para  a próxima sexta-feira (16), às 18h30, no Morumbis, com voto secreto e exclusivamente presencial. A possibilidade de votação híbrida foi rejeitada, apesar do risco de ausências entre conselheiros por motivos de saúde ou compromissos pessoais.

Mesmo com maioria contrária, a oposição reconhece que o resultado dependerá do comparecimento efetivo à sessão, fator que pode ser determinante para a permanência ou não de Julio Casares no comando do São Paulo.

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