ONG relata soltura de presos políticos na Venezuela; governo divulga número maior

Imagem representativa/reprodução
Organização de direitos humanos e autoridades venezuelanas apresentam dados divergentes sobre libertações ocorridas nesta segunda-feira
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA

Pelo menos 24 presos políticos foram libertados na manhã desta segunda-feira (12) na Venezuela, segundo informou a organização não governamental Foro Penal, referência no monitoramento de detenções por motivações políticas no país. Já o governo venezuelano afirma que 116 pessoas foram soltas nas últimas horas, conforme comunicado oficial do Ministério dos Serviços Penitenciários.

De acordo com o Foro Penal, entre os libertados confirmados estão nove mulheres, que estavam detidas na prisão de Las Crisálidas, e cerca de 15 homens que cumpriam pena no presídio El Rodeo I, ambos localizados na região de Caracas. A ONG informou ainda que segue trabalhando para confirmar outras possíveis libertações que teriam ocorrido ao longo do dia.

O vice-presidente da organização, Gonzalo Himiob, declarou que, além das solturas registradas nesta segunda-feira, outras 17 liberações já haviam sido confirmadas desde a última quinta-feira (8), quando o processo de liberação teve início. Segundo ele, novas atualizações podem ser divulgadas nas próximas horas, à medida que as informações forem verificadas junto às famílias e às autoridades penitenciárias.

Em comunicado oficial, o Ministério dos Serviços Penitenciários da Venezuela informou que 116 libertações foram realizadas recentemente, somando-se a outras 187 solturas ocorridas no mês de dezembro. Segundo o governo, os beneficiados seriam pessoas privadas de liberdade por envolvimento em ações consideradas pelas autoridades como ameaças à ordem constitucional e à estabilidade do país. O governo, no entanto, não divulgou uma lista detalhada com os nomes dos libertados.

A libertação de presos políticos é uma demanda recorrente da oposição venezuelana e de organizações nacionais e internacionais de direitos humanos, que denunciam detenções arbitrárias, falta de garantias processuais e uso do sistema judicial como instrumento de repressão política.

Entidades de defesa dos direitos humanos estimam que centenas de pessoas ainda permanecem presas na Venezuela por razões políticas, apesar das recentes liberações. O tema segue no centro do debate internacional sobre a situação democrática e os direitos civis no país.

O Foro Penal afirmou que continuará acompanhando o caso e divulgando informações atualizadas à medida que novas solturas forem confirmadas de forma independente.

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