Assembleia Legislativa do Paraná divulga cartilha que pode auxiliar imigrantes diante de crise na Venezuela

O manual está disponível em formato digital e também fisicamente nos idiomas português, inglês, espanhol e francês

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

Após o aumento da tensão entre a Venezuela e os Estados Unidos no início deste ano, com a prisão do ditador Nicolás Maduro, a Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) reforçou a importância da cartilha “Guia de Documentação e Direitos” para os imigrantes que se deslocam ao Estado, principalmente venezuelanos.

Produzida pela ALEP, o manual está disponível em formato digital e também fisicamente nos idiomas português, inglês, espanhol e francês. Em 16 páginas, ele esclarece os caminhos necessários para que os imigrantes e refugiados obtenham documentos no Paraná, como o Registro Nacional Migratório (RNM), o Documento Provisório de Registro Nacional Migratório (DPRNM) e a Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM).

No guia são detalhadas as circunstâncias em que cada documento é exigido, bem como os prazos de validade e quando é necessária a renovação. O conteúdo ainda permite que os moradores de outros países compreendam os passos necessários para requerer uma segunda via, além de disponibilizar contatos úteis de diferentes órgãos públicos e instituições de apoio.

Terceiro estado que mais acolhe venezuelanos

Dados recentes do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) indicam que o Paraná é o terceiro estado brasileiro que mais recebe venezuelanos. Conforme o observatório, desenvolvido pela Universidade de Brasília (UnB) em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), 87.273 imigrantes da Venezuela estavam estabelecidos no Paraná em outubro de 2025. Em segundo lugar, Santa Catarina tinha 98.603 venezuelanos e em primeiro, Roraima, que faz fronteira com a Venezuela, estava com 141.104 cidadãos do país vizinho.

Devido ao grande número de venezuelanos no Paraná, a criação da cartilha foi um marco para auxiliar quem busca recomeçar a vida no Estado, tendo acesso a documentação e direitos básicos. Lançada em novembro de 2025, a cartilha possibilita o acesso a emprego, saúde e tudo o que é preciso para se ter uma vida digna.

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