Presidente americano destacou respeito mútuo após gesto simbólico com medalha do Nobel durante encontro na Casa Branca
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
A líder da oposição venezuelana María Corina Machado esteve nesta quinta-feira (15) na Casa Branca, onde se reuniu de forma reservada com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro ocorreu sem acesso público e incluiu um almoço entre os dois, em meio às discussões internacionais sobre o cenário político da Venezuela.
Após a reunião, Machado fez declarações breves ao deixar o local, afirmando confiar no apoio americano ao processo de transformação política em seu país. Segundo ela, a conversa abordou a situação interna da Venezuela e os caminhos para uma possível reconstrução institucional após anos de crise.
Durante o encontro, a oposicionista realizou um gesto simbólico ao entregar a Trump a medalha física do Prêmio Nobel da Paz, concedido a ela em 2025. A iniciativa, de caráter pessoal, foi descrita por Machado como uma forma de reconhecimento às ações que, em sua avaliação, contribuíram para a defesa das liberdades no país sul-americano.
Horas depois, Trump confirmou publicamente que recebeu o objeto, elogiando a trajetória da líder venezuelana e classificando o gesto como uma demonstração de respeito. A Casa Branca também divulgou informações sobre o encontro, sem detalhar o conteúdo das conversas.
Antes da repercussão do episódio, o Instituto Nobel da Noruega esclareceu que o Prêmio Nobel é pessoal e intransferível, ressaltando que, embora a medalha possa ser presenteada, o título de laureado permanece exclusivamente com o vencedor original.
Articulações políticas em Washington
Além da reunião com Trump, María Corina Machado participou de encontros com parlamentares no Capitólio, onde apresentou um panorama da crise venezuelana e defendeu a necessidade de mudanças estruturais no país. Em falas divulgadas por seu partido, a líder oposicionista mencionou o histórico de disputas eleitorais, protestos e tentativas frustradas de diálogo político ao longo das últimas décadas.
Machado também destacou que uma eventual transição democrática poderia abrir caminho para o retorno de milhões de venezuelanos que deixaram o país nos últimos anos, em busca de melhores condições de vida.
Apesar da visibilidade internacional, o governo americano mantém uma postura cautelosa em relação ao futuro político da Venezuela. Após a captura de Nicolás Maduro em uma operação conduzida pelos Estados Unidos no início do mês, Trump afirmou que o cenário interno ainda apresenta desafios significativos para a consolidação de uma nova liderança.
Paralelamente, a administração americana tem mantido canais de diálogo com a presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o comando do país após a retirada de Maduro do poder, como parte de uma estratégia diplomática voltada à estabilidade regional.
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