Pagamentos exigidos pelo regime mostram o sofrimento imposto às famílias e reforçam a luta pela liberdade e direitos civis
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
Nos recentes protestos que tomaram diversas cidades do Irã, familiares de manifestantes mortos relataram que estão sendo obrigados a pagar grandes quantias para liberar os corpos de seus entes queridos para sepultamento. Em algumas regiões, os valores exigidos variam entre 700 milhões e 1 bilhão de tomans, equivalentes a cerca de US$ 5.000 a US$ 7.000. Considerando que muitos trabalhadores ganham menos de US$ 100 por mês, os valores tornam-se praticamente inacessíveis.
Segundo relatos, em cidades como Rasht, no norte do país, famílias tiveram que pagar 700 milhões de tomans para liberar o corpo de um parente, que estava sendo velado junto com dezenas de outros manifestantes mortos. Em Teerã, funcionários de necrotérios indicaram que corpos de pessoas supostamente ligadas à força paramilitar Basij poderiam ser liberados sem cobrança, caso alegado que foram mortos por manifestantes.
Os protestos surgiram como uma expressão de resistência contra o regime autoritário, em defesa da liberdade individual e direitos civis. No entanto, o governo respondeu com represálias violentas, causando a morte de centenas de pessoas e impondo sofrimento adicional às famílias. Levantamentos de observadores independentes indicam que pelo menos 2.435 pessoas perderam a vida durante as manifestações recentes.
O episódio evidencia a gravidade da repressão do regime e a necessidade urgente de atenção internacional. O sofrimento imposto às famílias reforça a importância de medidas que garantam justiça, liberdade e proteção aos cidadãos contra abusos do Estado.
Essa situação demonstra como regimes autoritários podem violar direitos fundamentais de forma sistemática, prejudicando diretamente a população e exigindo solidariedade e pressão internacional para preservar os direitos civis.
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