Pentágono reposiciona grupos de porta-aviões em meio a tensões com o Irã

Movimentação militar amplia capacidade de dissuasão dos Estados Unidos no Oriente Médio
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos mobilizou dois grupos de porta-aviões como parte de um reposicionamento estratégico diante do cenário de instabilidade envolvendo o Irã. A iniciativa ocorre em um contexto de forte tensão regional e amplia a capacidade de resposta militar norte-americana, mantendo abertas diferentes opções de atuação.

Embora não haja comunicados oficiais detalhando as missões dos grupos liderados pelo USS Abraham Lincoln e pelo USS George H. W. Bush, imagens de satélite e informações de autoridades indicam que ambos deixaram suas áreas de operação e seguem em direção a zonas estratégicas próximas ao Oriente Médio.

O USS Abraham Lincoln, acompanhado por três destróieres e um submarino de propulsão nuclear, iniciou deslocamento a partir do oeste do mar do Sul da China, alterando sua rota em direção ao mar da Arábia. O porta-aviões transporta mais de 5.000 tripulantes e abriga aeronaves de última geração, como o caça F-35 Lightning II (versão naval) e o F/A-18 Super Hornet. Sua escolta conta com sistemas avançados de defesa e mísseis de cruzeiro Tomahawk, ampliando significativamente o poder de dissuasão do grupo.

Já o USS George H. W. Bush deixou seu porto em Norfolk, na costa leste dos Estados Unidos, sem anúncio prévio, enquanto o USS Theodore Roosevelt partiu de San Diego para garantir a cobertura operacional no Pacífico. Atualmente no Atlântico Norte, o Bush tradicionalmente opera no Mediterrâneo, região considerada estratégica para qualquer eventual ação no entorno do Irã.

Especialistas avaliam que a movimentação pode representar tanto uma medida preventiva quanto um reforço de presença militar em um momento de elevada tensão. Porta-aviões não são indispensáveis para ataques de longo alcance — que podem ser realizados por bombardeiros estratégicos ou mísseis —, mas oferecem maior capacidade de proteção às bases americanas na região e ampliam o alcance de operações aéreas.

Relatos da imprensa dos Estados Unidos também apontam para o deslocamento adicional de ativos de defesa aérea, caças e bombardeiros para bases no Oriente Médio. Durante o pico da tensão, instalações militares iniciaram a evacuação de pessoal não essencial, inclusive na base de Al-Udeid, no Qatar, considerada a principal estrutura americana na região.

A mobilização ocorre em um cenário de intensas articulações diplomáticas e preocupações geopolíticas mais amplas. Países da região acompanham de perto os desdobramentos, especialmente devido à importância estratégica do estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás liquefeito comercializados globalmente.

A presença naval reforçada dos Estados Unidos busca garantir estabilidade regional, proteção de rotas estratégicas e flexibilidade diplomática e militar diante de um contexto internacional sensível e em constante evolução.

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