Ex-líder socialista aposta no voto moderado para barrar a direita radical na disputa presidencial de 8 de fevereiro
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
António José Seguro, ex-secretário-geral do Partido Socialista (PS), foi o candidato mais votado no primeiro turno das eleições presidenciais realizadas neste domingo (18/1) em Portugal. Com 31,12% dos votos, ele garantiu vaga no segundo turno, marcado para 8 de fevereiro, quando enfrentará André Ventura, do partido de direita radical Chega, que obteve 23,53%.
Na terceira colocação ficou João Cotrim de Figueiredo, eurodeputado da Iniciativa Liberal, com 15,99%. Em seguida apareceu o almirante Henrique Gouveia e Melo, candidato independente conhecido por coordenar a campanha nacional de vacinação contra a covid-19, com 12,33%. O quinto lugar foi ocupado por Luís Marques Mendes, apoiado pelo Partido Social Democrata (PSD), de centro-direita, que alcançou 11,30%.
Ao comemorar o resultado, Seguro reforçou seu perfil moderado e a estratégia de mobilizar o “voto útil” da esquerda. “Com a nossa vitória venceu a democracia e voltará a ganhar a 8 de fevereiro”, afirmou em discurso, no qual convocou “todos os democratas, progressistas e humanistas” a se unirem para derrotar “o extremismo e quem semeia divisões”, conforme destacou o jornal Público.
A principal novidade do pleito, porém, foi a ida de André Ventura ao segundo turno. Nos últimos anos, o líder do Chega ganhou projeção com um discurso anti-imigração e posições associadas à direita radical. Antes mesmo da confirmação oficial do resultado, por volta das 20h30 em Lisboa (17h30 em Brasília), Ventura celebrou o desempenho. “É sinal de que a direita acordou. Vamos ter uma nova direita em Portugal e hoje começa a outra batalha, que é a da segunda volta das eleições presidenciais”, declarou.
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