Produtos contêm ingredientes sem avaliação de segurança para uso em suplementos alimentares e devem ser recolhidos do mercado
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata da comercialização, fabricação, importação, distribuição, divulgação e consumo de suplementos alimentares da marca Cycles Nutrition. A decisão, publicada nesta terça-feira (20), também estabelece o recolhimento obrigatório dos produtos em circulação.
Foram atingidos pela medida os suplementos Recover Cycles Nutrition, Shot Ritual Cycles Nutrition e Relax Ritual Cycles Nutrition, fabricados pela empresa Sylvestre Indústria e Comércio de Insumos Alimentícios Ltda.
Segundo a Anvisa, os produtos contêm ingredientes que não passaram por avaliação de segurança exigida pela legislação brasileira para suplementos alimentares. Mesmo aqueles elaborados a partir de vegetais ou frutas apresentam substâncias que não possuem comprovação científica suficiente quanto à segurança de uso, o que pode representar riscos significativos à saúde dos consumidores.
Ingredientes sem autorização sanitária
De acordo com a agência reguladora, qualquer ingrediente utilizado em suplementos alimentares precisa passar por análise técnica que comprove sua segurança e adequação ao consumo humano. No caso dos produtos da Cycles Nutrition, essa exigência não foi cumprida.
A Anvisa reforça que a presença de substâncias não autorizadas pode provocar efeitos adversos imprevisíveis, especialmente quando consumidas de forma contínua ou associadas a outras condições de saúde, medicamentos ou suplementos.
Suplementos com extrato de cogumelo também são proibidos
Além da Cycles Nutrition, outra empresa foi alvo da ação fiscal. A Mushin Serviços e Comércio no Geral Ltda. teve seus produtos Fantastic Oat Frutas Vermelhas, Fantastic Oat Banana e Caramelo e Fantastic Oat Maçã e Canela igualmente suspensos e recolhidos do mercado.
Esses produtos são comercializados com a alegação de conter “extrato de cogumelo rico em vitamina D”, ingrediente que, segundo a Anvisa, ainda não teve sua segurança avaliada para uso em suplementos alimentares no Brasil.
Publicidade irregular e alegações sem comprovação
A agência também identificou irregularidades na divulgação dos produtos da Mushin. As embalagens e materiais promocionais afirmam, sem respaldo científico aprovado, que os suplementos seriam capazes de “reduzir níveis de colesterol ruim” e “controlar níveis de açúcar no sangue”.
Esse tipo de alegação é proibido pela legislação sanitária quando não há comprovação científica reconhecida e autorização prévia da Anvisa, pois pode induzir o consumidor ao erro e criar uma falsa percepção de benefício terapêutico.
Orientação aos consumidores
A Anvisa orienta que consumidores que possuam os produtos suspensos interrompam imediatamente o uso e procurem os canais de atendimento das empresas responsáveis para informações sobre o recolhimento.
A agência reforça ainda a importância de verificar se suplementos alimentares estão regularizados antes da compra e de desconfiar de promessas de efeitos terapêuticos, como controle de doenças ou alterações em indicadores de saúde, que não sejam respaldadas por profissionais e órgãos competentes.
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