Síndrome de Guillain-Barré: o que é a doença neurológica rara que pode levar à paralisia

Caso de mulher internada após uso de caneta emagrecedora ilegal reacende alerta sobre riscos à saúde e diagnóstico precoce
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA

A Síndrome de Guillain-Barré (SGB), uma condição neurológica rara e potencialmente grave, voltou ao centro das atenções após o caso de uma mulher internada em estado grave depois de utilizar uma caneta emagrecedora adquirida ilegalmente, sem prescrição médica. O diagnóstico, confirmado pela família, reforça a importância de reconhecer os sinais iniciais da doença e os riscos associados ao uso de medicamentos sem acompanhamento profissional.

O que é a Síndrome de Guillain-Barré

A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune em que o próprio sistema imunológico passa a atacar os nervos periféricos, responsáveis pela comunicação entre o cérebro, a medula espinhal e o restante do corpo. Esse processo inflamatório compromete a condução dos impulsos nervosos e pode provocar fraqueza muscular progressiva, alterações sensitivas e, nos quadros mais graves, paralisia.

Embora seja considerada rara, a SGB é uma emergência neurológica, pois pode evoluir rapidamente e afetar funções vitais, como a respiração e o controle do ritmo cardíaco.

Principais sintomas

Os sintomas costumam ter início de forma progressiva e, na maioria dos casos, seguem um padrão ascendente. A fraqueza geralmente começa nos pés e pernas, avançando para os braços e, eventualmente, para a face.

Entre os sinais mais comuns estão:

  • Dificuldade para caminhar ou manter o equilíbrio

  • Fraqueza nos braços e pernas

  • Formigamento ou dormência nos membros

  • Dores musculares

  • Redução ou perda do tônus muscular

  • Fraqueza facial, com dificuldade para sorrir ou fechar os olhos

Em situações mais severas, o paciente pode apresentar comprometimento respiratório, alterações da consciência, crises convulsivas e necessidade de internação em unidade de terapia intensiva.

O que pode causar a síndrome

Não existe uma causa única definida para a Síndrome de Guillain-Barré. No entanto, estudos indicam que a condição costuma surgir após infecções, especialmente gastrointestinais ou respiratórias. Nessas situações, o sistema imunológico, ao reagir contra o agente infeccioso, acaba atacando estruturas dos nervos por engano.

Diversos vírus e bactérias já foram associados ao desenvolvimento da síndrome, incluindo infecções intestinais causadas por determinadas bactérias, além de vírus como dengue, zika, chikungunya, influenza, hepatites virais e outros agentes infecciosos descritos na literatura médica.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da Síndrome de Guillain-Barré é essencialmente clínico, baseado na avaliação dos sintomas e na evolução do quadro. Nos primeiros dias, exames laboratoriais podem não apresentar alterações significativas, o que torna o reconhecimento da doença um desafio, especialmente em serviços de emergência.

Com o passar do tempo, exames complementares ajudam a confirmar a suspeita, como a análise do líquido cefalorraquidiano, que costuma mostrar aumento de proteínas sem elevação significativa de células. Testes de condução nervosa, como a eletroneuromiografia, também podem revelar lesões nos nervos, principalmente na bainha de mielina.

Tratamento e acompanhamento

O tratamento depende da gravidade do quadro clínico. Pacientes com comprometimento respiratório ou cardiovascular precisam de monitoramento intensivo. As terapias mais utilizadas incluem a administração de imunoglobulina intravenosa ou a plasmaférese, procedimento que remove anticorpos nocivos da circulação.

A resposta ao tratamento varia de acordo com cada paciente, mas a intervenção precoce é determinante para reduzir complicações.

Recuperação e possíveis sequelas

A maioria das pessoas diagnosticadas com Síndrome de Guillain-Barré apresenta recuperação significativa ao longo dos meses após o tratamento adequado. Ainda assim, uma parcela dos pacientes pode ficar com sequelas neurológicas, como fraqueza residual ou alterações sensitivas. Em casos mais graves, o risco de complicações associadas à internação prolongada pode levar ao óbito.

Importância da fisioterapia

A fisioterapia desempenha papel fundamental no processo de reabilitação, especialmente nos quadros mais severos. O objetivo é preservar a força muscular, evitar atrofias e auxiliar na recuperação dos movimentos, sempre como parte de um tratamento multidisciplinar.

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