Lutador de MMA é condenado à prisão perpétua por deixar filha de 5 anos morrer de fome nos EUA

Caso de extrema violência infantil chocou Nova York; criança morreu em estado severo de desnutrição enquanto irmão era mantido preso em estrutura improvisada

Por Tatiane Martinelli |

O lutador de MMA Robert S. Buskey Jr., de 35 anos, foi condenado à prisão perpétua no estado de Nova York, nos Estados Unidos, após confessar que deixou a própria filha, de cinco anos, morrer de fome. A sentença estabelece um período mínimo de 27 anos de reclusão antes de qualquer possibilidade de progressão de pena.

O crime veio à tona em abril de 2024, quando equipes de emergência foram acionadas para atender uma criança encontrada inconsciente em uma residência. No local, os socorristas constataram a morte da menina, identificada como Charlotte, que apresentava um quadro extremo de desnutrição. Durante a ocorrência, os agentes também encontraram um menino de três anos mantido preso dentro de uma estrutura improvisada semelhante a uma gaiola.

Segundo as autoridades, o imóvel apresentava condições consideradas deploráveis, com indícios claros de negligência prolongada. De acordo com informações, as investigações apontaram que as crianças viviam confinadas, sem alimentação adequada ou cuidados básicos, enquanto o pai passava os dias usando drogas e jogando videogame.

Em nota oficial, o Condado de Schenectady afirmou que Buskey isolou os filhos do convívio familiar e jamais providenciou a matrícula escolar. “O mundo deles se reduziu aos confins da casa deplorável do Sr. Buskey”, destacou o comunicado.

A autópsia revelou que Charlotte sofria de desnutrição severa e desidratação extrema, apresentando olhos fundos e sinais evidentes de abandono. Conforme a investigação, a menina era mantida trancada em um quarto que continha apenas um berço portátil, forçando-a a permanecer deitada em posição fetal.

Exames toxicológicos indicaram ainda que ambas as crianças testaram positivo para cocaína. Durante o julgamento, Buskey admitiu ter fornecido drogas ao filho mais novo, o que resultou no acréscimo de dois anos à pena, além da condenação pelo crime de homicídio.

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