Imóvel foi fechado após invasão; herança é estimada em cerca de R$ 5 milhões
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
Condenada pelo assassinato dos próprios pais em um dos crimes mais chocantes da história recente do país, Suzane von Richthofen voltou ao centro de uma nova controvérsia após a morte do tio, o médico aposentado Miguel Abdalla Netto, ocorrida no início de janeiro, em São Paulo.
Segundo informações encaminhadas à Justiça, Suzane teria adotado medidas no imóvel do tio logo após a morte, incluindo a soldagem do portão externo e da porta da residência, localizada no bairro Campo Belo, na zona sul da capital paulista. As providências teriam sido tomadas após uma invasão ao imóvel, durante a qual diversos objetos teriam sido furtados.
Além do fechamento da casa, um veículo avaliado em cerca de R$ 120 mil, que estava na garagem do imóvel, foi retirado do local e levado para um endereço considerado mais seguro, que não foi informado nos autos. As ações teriam sido acompanhadas por um parente da família Abdalla.
De acordo com o que foi relatado à Justiça, as medidas teriam como objetivo preservar o patrimônio deixado pelo médico, estimado em aproximadamente R$ 5 milhões. Até o momento, não houve a nomeação oficial de um inventariante, o que mantém o processo sucessório em aberto.
Na documentação apresentada, Suzane também afirma possuir direito à herança, alegando vínculo familiar e apresentando documentos que, segundo sua defesa, comprovariam essa condição. O caso segue sob análise judicial.
Relembre o caso que marcou o país
Suzane von Richthofen foi condenada pelo assassinato dos pais, Manfred e Marisa von Richthofen, mortos dentro da própria casa em um crime que chocou o Brasil e se tornou um dos episódios mais emblemáticos da crônica policial nacional. O homicídio foi planejado por Suzane e executado com a participação de terceiros, enquanto os pais dormiam, conforme reconhecido pela Justiça. O caso ganhou repercussão nacional pela brutalidade do crime e pela participação direta da filha no planejamento da execução.
Suzane foi presa em 2002 e condenada a 39 anos de prisão. Ela permaneceu cerca de 20 anos detida, passando pelos regimes fechado e semiaberto, até deixar o sistema prisional em 2023, após progressões previstas em lei.
O irmão de Suzane, Andreas von Richthofen, também esteve no centro do processo judicial como herdeiro das vítimas. À época, Andreas se afastou da irmã e adotou postura pública de repúdio ao crime, passando a viver de forma discreta e mantendo distância dos desdobramentos envolvendo Suzane desde então.
O que acontece agora
Miguel Abdalla Netto foi encontrado morto dentro do próprio apartamento no dia 9 de janeiro. As circunstâncias da morte ainda estão sendo investigadas, e o caso é acompanhado pela Justiça e por familiares.
O episódio envolvendo a soldagem do imóvel, a retirada do veículo e a disputa em torno da herança reacende o debate sobre os limites legais das ações adotadas antes da definição formal do inventário e mantém Suzane novamente no centro das atenções.
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