Homem é condenado à prisão perpétua por tentativa de assassinato de Trump nos EUA

Tribunal dos EUA impõe pena máxima a acusado, reforçando segurança e proteção ao presidente 

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

A Justiça Federal dos Estados Unidos condenou, nesta quarta-feira (4), Ryan Routh à prisão perpétua, em razão da tentativa de assassinato contra o então candidato republicano e atual presidente Donald Trump, ocorrida durante a campanha presidencial de 2024. A decisão foi proferida por uma juíza federal após a conclusão do processo criminal e a confirmação da condenação pelo júri.

De acordo com a sentença, além da pena de prisão perpétua, Routh também recebeu 84 meses adicionais, em função de agravantes aplicados ao caso, entre eles a tipificação relacionada ao uso de arma de fogo e a ameaça direta à segurança nacional. A defesa do réu informou que pretende recorrer da decisão.

O advogado Martin Roth, que representa Routh, afirmou que pretende questionar a aplicação do agravante de terrorismo e que a idade do condenado, de 60 anos, será usada na tentativa de revisão da pena.

A condenação ocorre após um júri federal considerar Routh culpado, em setembro do ano passado, por cinco acusações criminais relacionadas à tentativa de assassinato. Entre os crimes reconhecidos estão posse de arma de fogo para cometer crime violento, ataque a agente federal, porte ilegal de arma por condenado, além da posse de armamento com número de série suprimido, conforme os autos do processo.

As investigações apontaram que Routh, trabalhador da construção civil residente na Carolina do Norte, foi preso em 15 de setembro de 2024, cerca de dois meses antes das eleições presidenciais. Ele foi localizado em um campo de golfe na Flórida pertencente a Donald Trump, após um agente do Serviço Secreto identificar sua presença em área restrita. O suspeito portava um fuzil semiautomático e foi detido sem que o ataque se concretizasse.

O episódio representou a segunda tentativa de assassinato contra Trump durante a campanha eleitoral de 2024, elevando o alerta das autoridades de segurança norte-americanas. Em julho daquele ano, o então candidato foi atingido de raspão na orelha durante um comício em Butler, na Pensilvânia, em um ataque que resultou na morte do autor dos disparos pelas forças de segurança no local.

O caso reforçou o debate nos Estados Unidos sobre segurança de candidatos, extremismo político e proteção institucional, especialmente em períodos eleitorais marcados por forte polarização. A condenação à pena máxima foi interpretada por analistas como uma resposta firme do sistema judicial diante de ameaças diretas a autoridades eleitas e ao processo democrático.

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