Surto de sarampo nos EUA acende alerta para risco de danos cerebrais irreversíveis em crianças

Autoridades de saúde da Carolina do Sul reforçam importância da vacinação diante do aumento de internações e complicações graves
Por Paloma de Sá |GNEWSUSA

Um surto de sarampo registrado na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, tem acendido um alerta máximo entre autoridades de saúde pública devido ao risco elevado de complicações neurológicas graves e permanentes, especialmente em crianças. Segundo dados divulgados pelo Departamento de Saúde Pública da Carolina do Sul, já são 876 casos confirmados, com 19 internações hospitalares relacionadas a complicações severas da doença.

Entre os quadros mais preocupantes está a encefalite do sarampo, uma inflamação no cérebro que pode provocar atrasos no desenvolvimento, comprometimento cognitivo e danos neurológicos irreversíveis. Em coletiva de imprensa, a epidemiologista estadual Linda Bell destacou que crianças pequenas são particularmente vulneráveis.

“Sempre que ocorre inflamação cerebral, existe o risco real de consequências a longo prazo, como prejuízos no desenvolvimento e no funcionamento neurológico, que podem ser permanentes”, alertou.

Pneumonia segue como principal causa de morte infantil

De acordo com o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos, a pneumonia continua sendo a principal causa de morte associada ao sarampo em crianças pequenas, afetando cerca de 1 em cada 20 menores infectados. A doença também pode causar outras complicações graves, como otites, diarreia intensa, cegueira e infecções secundárias.

O sarampo é considerado uma das doenças virais mais contagiosas do mundo, capaz de permanecer suspenso no ar por até duas horas após a saída da pessoa infectada de um ambiente fechado, segundo o CDC e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Escolas em alerta e centenas de alunos em quarentena

O impacto do surto já atinge diretamente o sistema educacional. Pelo menos 147 alunos de 10 escolas, que vão da educação infantil ao ensino médio, estão em quarentena preventiva, após exposição ao vírus.

Autoridades estaduais também manifestaram preocupação com gestantes expostas, já que a vacina tríplice viral (MMR — sarampo, caxumba e rubéola) não pode ser aplicada durante a gravidez. Em alguns casos recentes, mulheres grávidas receberam imunoglobulina, uma forma de proteção emergencial que fornece imunidade passiva.

Vacinação cresce após avanço da doença

Como resposta ao surto, o estado registrou aumento expressivo na procura pela vacina. Somente em janeiro, o Condado de Spartanburg apresentou um crescimento de 162% na aplicação da vacina MMR, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Para especialistas, o dado mostra maior conscientização da população sobre os riscos reais da doença.

Queda na cobertura vacinal preocupa especialistas

Segundo a OMS e o CDC, surtos como o da Carolina do Sul estão diretamente ligados à redução das taxas de vacinação infantil, observada nos últimos anos em diversas regiões do mundo. A cobertura abaixo de 95% compromete a chamada imunidade coletiva, permitindo a circulação do vírus.

Alerta global

A Organização Mundial da Saúde classifica o sarampo como uma ameaça persistente à saúde pública global, especialmente em contextos de desinformação sobre vacinas e hesitação vacinal.

Autoridades reforçam que a vacinação é segura, eficaz e fundamental para prevenir não apenas a infecção, mas também sequelas graves e mortes evitáveis.

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