Presidente afirma que apresentação no intervalo da final da NFL desviou o evento de sua identidade cultural e valores tradicionais
Por Schirley Passos|GNEWSUSA
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump criticou publicamente, na noite do último domingo (8), a apresentação do cantor porto-riquenho Bad Bunny no show do intervalo do Super Bowl, classificando o espetáculo como inadequado para o maior evento esportivo e televisivo do país.
Em publicações nas redes sociais, Trump afirmou que o show foi uma “afronta à grandeza da América” e não refletiu os valores culturais, artísticos e históricos que, segundo ele, consolidaram os Estados Unidos como uma potência mundial.
“Absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos. Não faz sentido algum”, escreveu Trump. “Não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência”, completou.
O Presidente dos EUA também criticou a escolha musical e coreográfica da apresentação, dizendo que o conteúdo exibido não dialogou com o público majoritário do evento.
A performance ocorreu durante o intervalo da final da NFL, disputada no Levi’s Stadium, na Califórnia, entre New England Patriots e Seattle Seahawks. O Super Bowl é considerado o evento esportivo mais assistido da televisão norte-americana, reunindo mais de 100 milhões de espectadores apenas nos Estados Unidos e funcionando como uma vitrine global da cultura americana.
Críticas à politização do espetáculo
Aliados de Trump e comentaristas conservadores apontaram que o show do intervalo, historicamente voltado ao entretenimento familiar e à celebração da cultura pop americana, tem sido gradualmente transformado em palco para manifestações políticas e ideológicas.
Para esse grupo, a apresentação de Bad Bunny reforçou esse movimento, ao priorizar símbolos e discursos identitários em detrimento de uma proposta artística universal.
“Ninguém entende uma palavra do que está sendo dito, e a dança é ofensiva”, escreveu Trump em outro trecho da publicação. “Esse ‘show’ é um tapa na cara de um país que bate recordes todos os dias e continua sendo referência mundial.”
Antes mesmo da apresentação, apoiadores do Presidente já demonstravam insatisfação com a escolha do artista, alegando que a NFL ignorou parte significativa do público ao optar por um cantor que canta majoritariamente em espanhol e é conhecido por seu ativismo político.
Defesa dos valores tradicionais
Para críticos do espetáculo, o Super Bowl deveria priorizar artistas capazes de representar de forma ampla a cultura americana e seus valores tradicionais, especialmente em um momento de instabilidade política e social no país.
O argumento é que o evento não deveria ser usado para promover agendas políticas ou identitárias, mas sim para unir o público em torno do esporte e do entretenimento.
Trump e seus aliados também destacaram que a NFL corre o risco de afastar patrocinadores e parte da audiência ao insistir em escolhas consideradas divisivas. Nas redes sociais, apoiadores do republicano elogiaram a postura do Presidente, afirmando que ele “disse o que milhões de americanos pensam”.
Assista o vídeo:
Leia também:
Surto de sarampo nos EUA acende alerta para risco de danos cerebrais irreversíveis em crianças
Palmeiras vence o Corinthians em clássico tenso e garante vaga no Paulistão
Professora de direito é morta por aluno dentro de universidade em Porto Velho

Faça um comentário