EUA em alerta: parasita ‘come-carne’ ameaça cruzar fronteira com o Texas

Autoridades americanas intensificam medidas para evitar a chegada da bicheira-do-Novo Mundo, que pode afetar gado, animais domésticos e, raramente, humanos
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA

O estado do Texas e autoridades dos Estados Unidos estão em estado de alerta diante da possível chegada de um parasita conhecido popularmente como “mosca-bicheira” ou bicheira-do-Novo Mundo (New World screwworm) – larvas de moscas que se alimentam de tecido vivo e podem causar infecções graves em animais e, em casos raros, em pessoas. 

Esse parasita, que já causa surtos em partes da América Central e do México, foi erradicado há décadas nos EUA, mas tem se aproximado da fronteira texana em função de sua expansão territorial e do movimento de animais infectados. 

Medidas preventivas no Texas e nos EUA

Em resposta à ameaça, o governo dos EUA abriu um centro de dispersão de moscas estéreis em Edinburg, no Texas, que libera versões esterilizadas do parasita para impedir que populações selvagens se reproduzam e proliferem no território americano.

Além disso, está em construção uma instalação de produção de moscas estéreis avaliada em US$ 750 milhões no Texas, prevista para ser concluída até o final de 2027, com o objetivo de reforçar a estratégia de controle.

O plano combinado faz parte de ações do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para proteger a pecuária — especialmente a indústria de gado bovino, crucial para a economia americana — e evitar impactos significativos na saúde animal e pública. 

Por que o parasita preocupa?

A bicheira-do-Novo Mundo é um parasita que deposita seus ovos em feridas abertas de animais de sangue quente; quando as larvas nascem, elas começam a se alimentar de tecido vivo, causando uma condição extremamente dolorosa e potencialmente fatal conhecida como miíase. 

O risco principal é para gado, animais domésticos e vida selvagem, mas infecções humanas — embora raras — já foram registradas nos EUA no passado, inclusive em casos associados a viagens ao exterior. 

Autoridades de saúde e agricultura seguem monitorando de perto a situação, reforçando a vigilância veterinária e implementando medidas de prevenção para evitar que o parasita se estabeleça novamente em território americano.

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