A Prefeitura de Porto Alegre confirmou um novo caso de mpox em 2026 e divulgou orientações preventivas voltadas especialmente aos foliões que participarão das atividades do Carnaval. O paciente é morador da Capital, mas contraiu a infecção fora do Rio Grande do Sul. As autoridades de saúde reforçam que a adoção de medidas simples pode reduzir significativamente o risco de transmissão do vírus durante o período de festas.
A confirmação reacendeu o alerta da Secretaria Municipal de Saúde para os cuidados em ambientes com grande aglomeração de pessoas. Segundo a Vigilância Epidemiológica, a principal forma de transmissão da mpox ocorre por meio do contato direto com lesões na pele, secreções respiratórias e saliva, o que exige atenção redobrada durante eventos populares.
Antes de sair para a folia, a recomendação é observar atentamente a própria pele, especialmente nas regiões genital, bucal, mãos e pés, em busca de erupções, bolhas ou feridas. Caso sejam identificadas alterações suspeitas, a orientação é procurar atendimento em uma unidade de saúde, utilizar máscara e manter as lesões cobertas.
Durante os eventos, é indicado evitar contato íntimo ou físico prolongado com pessoas que apresentem sinais compatíveis com a doença. A higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel 70% também é considerada fundamental, principalmente após tocar superfícies em locais públicos, utilizar transporte coletivo ou interagir com muitas pessoas.
Outra medida importante é não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos, talheres, garrafas, cigarros, roupas e toalhas. Em locais com grande concentração de público, o uso de máscara pode oferecer proteção adicional, sobretudo se houver circulação ativa do vírus.
Sintomas exigem atenção
Os primeiros sinais da mpox incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço intenso e inchaço dos gânglios, seguidos pelo surgimento de lesões na pele. Em caso de suspeita, a recomendação é buscar atendimento médico imediato para avaliação clínica e orientação sobre isolamento domiciliar. Pessoas com sintomas não devem frequentar blocos, festas nem manter contato íntimo ou sexual.
O período de incubação da doença varia de três a 21 dias, com média entre 10 e 16 dias, o que exige atenção contínua aos sinais mesmo após o término do Carnaval.
Fim da emergência internacional, mas alerta continua
Em setembro de 2025, a Organização Mundial da Saúde anunciou o fim da emergência internacional relacionada à mpox, após a queda consistente no número de casos e mortes em países mais afetados. Apesar disso, autoridades sanitárias destacam que a vigilância epidemiológica e as medidas preventivas continuam sendo essenciais para evitar novos surtos.
Em Porto Alegre, onde 11 casos foram registrados ao longo de 2025, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que a colaboração da população é decisiva para conter a disseminação do vírus e garantir um Carnaval mais seguro para todos.
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