Espanha anuncia anistia e transforma perspectiva de imigrantes em situação irregular

Governo espanhol abre processo de regularização que pode beneficiar centenas de milhares de estrangeiros sem documentos

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

O governo da Espanha, liderado pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, anunciou um programa extraordinário de regularização de imigrantes em situação irregular, que promete mudar profundamente a vida de estrangeiros que vivem há anos no país sem documentação oficial. A medida, divulgada no fim de janeiro, cria uma janela para que milhares de residentes irregulares solicitem autorizações de residência e trabalho por um ano — desde que comprovem residência no país antes de 31 de dezembro de 2025 e não tenham antecedentes criminais. 

Segundo o governo espanhol, o plano deve inicialmente beneficiar cerca de 500 mil pessoas, mas relatórios internos da polícia indicam que entre 750 mil e 1 milhão — e possivelmente até 1,35 milhão — de imigrantes sem documentos podem receber a regularização, um número muito maior do que a estimativa oficial. 

Para muitos como a brasileira Fátima, que vive na Espanha desde julho do ano passado trabalhando na informalidade, “a anistia representa o fim do medo e a possibilidade de acesso a direitos básicos”. Com a regularização, imigrantes poderão trabalhar legalmente, ter cobertura de saúde, viajar pela Europa e contribuir para a economia formal — uma mudança que muitos classificam como histórica. 

Como funciona e críticas à medida

O processo de solicitação deve ocorrer entre abril e junho de 2026, e a autorização concedida é temporária por um ano, com possibilidade de renovação conforme a legislação espanhola. Embora não conceda automaticamente cidadania, a medida abre portas para muitos que viviam “na sombra” da economia e da sociedade. 

A iniciativa, vista por apoiadores como um reconhecimento de direitos humanos e resposta às necessidades do mercado de trabalho, enfrenta críticas de partidos de direita e setores da União Europeia que afirmam que a regularização poderia servir como um “chamado” para mais migrações e desafiar as políticas migratórias do bloco.

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