Estudo revela que imigração traz saldo fiscal positivo aos cofres dos EUA

Relatório aponta que imigrantes contribuem mais em impostos do que recebem em benefícios, contrariando parte do debate público sobre custos sociais

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

Uma análise recente do Cato Institute concluiu que a imigração nos Estados Unidos gera um saldo fiscal positivo ao longo da vida dos imigrantes, desafiando narrativas comuns de que a presença de migrantes sobrecarrega as finanças públicas. Segundo o relatório, quando se considera o conjunto de impostos pagos — por governos federal, estadual e local — e os benefícios recebidos ao longo do tempo, a população imigrante tende a aportar mais recursos aos cofres públicos do que aquilo que consome. 

O estudo utiliza dados oficiais e modelos econômicos robustos, incluindo projeções demográficas, para comparar receitas e despesas associadas a imigrantes em diferentes fases da vida. De acordo com os pesquisadores, migrantes em idade ativa — especialmente aqueles que chegam com maior escolaridade ou níveis de renda mais altos — contribuem de forma significativa para o financiamento de serviços públicos, ampliando a base de contribuintes em um país que enfrenta desafios ligados ao envelhecimento da população nativa. 

Esse resultado se soma a uma série de pesquisas recentes que destacam os impactos econômicos positivos da imigração nos Estados Unidos. Economistas e instituições como a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também já observaram que a presença de migrantes pode ser um “ativo crucial” para a economia americana, contribuindo para o crescimento e sustentabilidade fiscal mesmo diante de restrições no mercado de trabalho e desafios demográficos. 

O tema é bastante debatido no cenário político e público, pois muitos discursos populares associam a imigração ao aumento de gastos com serviços sociais ou maior pressão sobre infraestruturas públicas. Contudo, os dados apresentados no relatório do Cato Institute indicam que, no longo prazo, a contribuição econômica dos imigrantes supera largamente os custos, ajudando a financiar escolas, saúde e programas de seguridade social nos níveis federal e local. 

Especialistas destacam que resultados como esse não significam que a imigração não envolva ajustes ou desafios — especialmente em políticas de integração, educação e serviços sociais — mas reforçam que o impacto líquido no orçamento público é globalmente positivo e sustentável ao longo do tempo.

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