Brasil: PF desmonta quadrilha que fraudava empréstimos do FGTS na Caixa Econômica

Grupo utilizava identidades falsas para contratar créditos e lavar dinheiro; prejuízo já ultrapassa R$ 180 mil. 

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (17), a Operação Estorno Final, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes contra a Caixa Econômica Federal. O foco do grupo era a contratação irregular de empréstimos vinculados ao saque-aniversário do FGTS, por meio de uso de documentos falsificados.

A ação teve como alvos cidades da Região dos Lagos e da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, incluindo Arraial do Cabo, Armação dos Búzios e Niterói, onde foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, autorizados pela 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Esquema sofisticado de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro

De acordo com os investigadores, os criminosos se passavam por clientes legítimos da Caixa Econômica, apresentando documentação falsa nas agências para abertura de contas. Em seguida, solicitavam empréstimos na modalidade que permite antecipar parcelas anuais do FGTS. Com a aprovação e liberação do crédito, os valores eram rapidamente distribuídos para contas de pessoas próximas aos suspeitos, dificultando o rastreamento e caracterizando um esquema de lavagem de dinheiro.

O prejuízo identificado até o momento gira em torno de R$ 180 mil, mas a PF acredita que o impacto real pode ser ainda maior, caso novas fraudes sejam comprovadas em outras agências.

Investigação começou com alerta do banco

A apuração teve início após a Caixa Econômica Federal detectar movimentações suspeitas em contas abertas recentemente em suas agências. O banco acionou a Polícia Federal, que aprofundou as investigações e descobriu que o grupo já havia atuado em Armação dos Búzios, Cabo Frio e Rio das Ostras. Há indícios de que os criminosos possam ter cometido fraudes em outros municípios do estado.

Os envolvidos devem ser responsabilizados pelos crimes de estelionato e associação criminosa, cujas penas somadas podem ultrapassar oito anos de reclusão. A PF informou que as investigações continuam, com foco na identificação de outros integrantes e eventuais desdobramentos do esquema.

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