Rombo histórico no Banco Master revela crise bilionária e aumenta a pressão sobre o governo Lula

PF amplia apurações, identifica irregularidades graves e confirma tentativas de fuga de investigados

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

O rombo deixado pelo Banco Master já é tratado por autoridades como um dos maiores e mais complexos escândalos financeiros da história recente do Brasil. Documentos do Banco Central enviados à Polícia Federal apontam irregularidades estruturais, indícios de maquiagem contábil e perdas muito superiores às divulgadas oficialmente, o que transformou o caso em um “arrombo histórico” no sistema bancário nacional.

Tentativas de fuga e prisões

As investigações revelaram que alguns dos envolvidos, percebendo a gravidade do rombo e temendo ordens de prisão, tentaram fugir do país por diferentes rotas. A PF detectou a compra de passagens internacionais de última hora, tentativas de cruzar fronteiras terrestres por estradas alternativas, além de movimentações para se esconder em imóveis de terceiros e permanecer sem comunicação para driblar rastreamento.

Com base nos alertas enviados pelo Banco Central, a PF bloqueou passaportes, emitiu avisos para aeroportos e fronteiras e monitorou deslocamentos. Assim, alguns investigados foram detidos antes de conseguir sair do Brasil, reforçando a suspeita de que parte dos envolvidos tinha plena consciência do tamanho do prejuízo causado.

Raiz do colapso

A crise que envolve o Banco Master não surgiu do nada. Ela se formou ao longo de anos, com operações consideradas de alto risco, crescimento acelerado e estruturas financeiras que chamaram a atenção do Banco Central. Auditorias internas identificaram inconsistências nas carteiras de crédito e movimentações fora dos padrões do mercado.

Diante disso, o BC abriu uma investigação preliminar, ainda sob sigilo, para entender como o banco apresentava desempenho aparentemente sólido.

Com o avanço das apurações, o BC encontrou operações sem documentação, substituição irregular de ativos, contratos com sobrepreço e riscos ocultos. Esses elementos foram decisivos para acionar a Polícia Federal e deflagrar a primeira investigação — que mais tarde se conectaria ao BRB.

Ligação com o BRB e pressão política sobre Lula

O Banco de Brasília (BRB) entrou no caso ao adquirir carteiras de crédito do Master. Auditorias independentes encontraram inconsistências, gerando forte preocupação.

A oposição acusa Lula de falhar na supervisão do sistema financeiro e permitir que práticas irregulares avançassem sem reação rápida do governo.

Setores da direita afirmam que o governo Lula demorou para agir e que isso contribuiu para a expansão do rombo. O Planalto, até agora, evita comentários diretos.

Deterioração acelerada e liquidação extrajudicial

Com a contabilidade distorcida e indícios de ocultação de perdas, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master. As atividades foram encerradas e bens dos dirigentes, bloqueados.

Foi nesse momento que surgiram os primeiros relatos de tentativas de fuga de pessoas ligadas à cúpula do banco.

A segunda investigação — a mais grave

A Polícia Federal abriu uma nova frente de apuração, considerada mais grave que o caso envolvendo o BRB. Segundo informações divulgadas por Lauro Jardim:

• O novo inquérito surgiu após uma outra investigação preliminar do Banco Central, que encontrou movimentações suspeitas e estruturas internas irregulares;

• O BC enviou à PF relatórios robustos e tecnicamente graves, detalhando fluxos internos e possíveis fraudes estruturadas;

• A PF agora rastreia contratos específicos, cadeias de repasse, substituição irregular de ativos, e movimentações financeiras internas;

• Essa frente está em sigilo absoluto e pode envolver fraude sistêmica dentro do Master.

Os trechos mais importantes:

• O material do BC é considerado consistente o suficiente para sustentar uma investigação de grande porte;

• As práticas investigadas são mais sérias que as apuradas no episódio do BRB;

• O caso envolve mecanismos internos usados para mascarar perdas e manipular indicadores.

Consultoria de Guido Mantega e novo desgaste para Lula

A revelação de que Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda nos governos Lula e Dilma, prestou consultoria ao Banco Master adicionou um novo elemento político ao escândalo. A oposição exige esclarecimentos e quer investigar os contratos.

O governo classifica o tema como assunto privado e evita comentar.

O que esperar daqui pra frente

Com duas investigações em curso, liquidação decretada e perdas bilionárias, o caso do Banco Master se consolidou como um dos maiores escândalos financeiros do país.

A PF aprofunda a análise de documentos enviados pelo Banco Central, enquanto o ambiente político pressiona Lula, ampliando o confronto entre governo e oposição.

O caso segue sob sigilo, mas novas fases podem ser deflagradas a qualquer momento, conforme investigadores destrincham contratos, operações internas e eventuais mecanismos usados para esconder prejuízos ao longo dos anos.

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