Senador afirma que Jair Bolsonaro corre risco de AVC, acusa sarcasmo na decisão do STF e defende prisão domiciliar por razões humanitárias
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu publicamente nesta quinta-feira (1º) à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou o pedido de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro e determinou sua permanência sob custódia da Polícia Federal, em Brasília.
Em publicações nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o pai enfrenta um quadro de saúde delicado e necessita de cuidados médicos contínuos que, segundo ele, não poderiam ser garantidos em ambiente prisional. Flávio Bolsonaro declarou que o ex-presidente corre risco de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) em razão de complicações de saúde.
“O laudo é claro ao apontar que ele precisa de cuidados permanentes”, escreveu o senador, ao criticar a decisão judicial. Em outra postagem, Flávio classificou o despacho do ministro como “cheio de sarcasmo” e fez duras críticas à condução do caso.
A manifestação ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes negar o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para a concessão de prisão domiciliar humanitária. Na decisão, o magistrado afirmou que, diferentemente do alegado pelos advogados, o estado de saúde do ex-presidente apresentou melhora, não havendo, naquele momento, justificativa legal para a mudança do regime de custódia.
Moraes também determinou que, após eventual alta hospitalar, Jair Bolsonaro seja reconduzido à Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde deverá continuar cumprindo a pena de 27 anos e três meses de prisão, conforme decisão judicial já proferida.
Flávio Bolsonaro questionou os fundamentos da decisão e acusou o ministro de desconsiderar os relatórios médicos apresentados pela defesa. “Até quando Moraes terá procuração para praticar tortura?”, escreveu o senador em uma das publicações, elevando o tom das críticas.
As declarações do parlamentar repercutiram fortemente nas redes sociais e entre aliados políticos, que passaram a defender publicamente a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente por motivos humanitários. Para esse grupo, a situação exige sensibilidade do Judiciário diante do histórico clínico de Jair Bolsonaro.
Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não se manifestou oficialmente sobre as declarações de Flávio Bolsonaro. A defesa do ex-presidente mantém o argumento de que a condição de saúde dele é incompatível com a permanência em custódia, enquanto decisões judiciais seguem amparadas em avaliações médicas oficiais.
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