Pentágono aponta prejuízo desde 13 de abril, com 31 petroleiros retidos no Golfo de Omã
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos estima que o governo iraniano tenha deixado de arrecadar cerca de US$ 5 bilhões com vendas de petróleo devido ao bloqueio naval imposto pelos EUA no Golfo de Omã. A informação foi divulgada pela Axios na sexta-feira (1º de maio de 2026) e reforça o impacto direto da operação sobre a economia do país persa.
A ação militar teve início em 13 de abril de 2026 e, desde então, passou a ser a principal medida adotada pelo governo do presidente Donald Trump. O objetivo é limitar a principal fonte de receita do Irã e forçar avanços nas negociações envolvendo segurança e estabilidade na região.
Atualmente, 31 petroleiros carregados com cerca de 53 milhões de barris de petróleo iraniano permanecem retidos, sem conseguir acessar rotas comerciais. O valor estimado dessa carga ultrapassa US$ 4,8 bilhões, agravando ainda mais a situação financeira do regime iraniano. Além disso, duas embarcações já foram apreendidas pelas forças americanas, demonstrando o rigor da operação.
Sem conseguir escoar a produção, o Irã passou a improvisar soluções. Entre elas, o uso de navios-tanque antigos como armazenamento flutuante, já que os estoques em terra atingiram o limite máximo. A medida evidencia o nível de pressão enfrentado pelo setor energético do país.
O bloqueio também provocou mudanças no comércio internacional. Empresas petrolíferas têm optado por rotas mais longas e custosas para enviar petróleo à China, temendo interceptações por parte das forças navais dos Estados Unidos. Isso impacta diretamente o custo do transporte e a dinâmica global do mercado de energia.
Na região do porto de Chabahar, uma dúzia de petroleiros iranianos permanece ancorada, incluindo embarcações que tiveram suas rotas alteradas recentemente. A concentração de navios parados reforça o efeito imediato do bloqueio sobre a logística iraniana.
Segundo o Pentágono, a operação está “operando com força total” e produzindo os efeitos esperados. Autoridades americanas afirmam que a medida representa um golpe direto na capacidade do Irã de financiar suas atividades estratégicas, ampliando o poder de negociação dos Estados Unidos.
A ação dos Estados Unidos também busca forçar o limite de armazenamento do Irã, o que pode levar ao fechamento de poços de petróleo, uma consequência que teria impacto estrutural na produção do país.
Em resposta, o Irã intensificou ações como o bloqueio do Estreito de Ormuz, enquanto os Estados Unidos ampliaram sua presença no Golfo, criando um cenário de pressão mútua. Desde o início da operação, mais de 40 embarcações foram redirecionadas pelas forças americanas sob suspeita de transporte de petróleo ou contrabando.
O cenário evidencia uma disputa em que a pressão econômica substitui o confronto direto, com os Estados Unidos utilizando o bloqueio naval como principal instrumento para enfraquecer o Irã e conduzir negociações em termos mais favoráveis.
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