Polícia Federal ainda não identificou os responsáveis pelo desvio no Siafi; parte dos valores desviados foi recuperada, mas montante total não foi divulgado pelo governo.
Por Gilvania Alves|GNEWSUSA
O ataque ao sistema de pagamento da administração federal, o Siafi, permanece sem solução mais de dois meses após ter sido descoberto. A Polícia Federal ainda não identificou os responsáveis pelo desvio de pelo menos R$ 15 milhões, e o governo não divulgou o montante total recuperado.
Os invasores realizaram as primeiras transferências ilegais em 28 de março deste ano, desviando R$ 3,8 milhões de contratos do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
Em 16 de abril, mais R$ 11,39 milhões foram desviados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As verbas foram direcionadas para contas de pessoas e empresas sem ligação com o governo federal.
Até o momento, a Polícia Federal não confirmou se identificou os criminosos e qual o valor total já recuperado. O TSE afirmou que a invasão ocorreu no Siafi, e não em seus próprios sistemas. O MGI não se pronunciou sobre o assunto.
Os invasores utilizaram credenciais de acesso obtidas ilegalmente de funcionários autorizados a utilizar o Siafi para autorizar pagamentos via Pix. Os valores desviados estavam destinados ao Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), empresa pública federal de tecnologia, e à G4F, empresa de tecnologia da informação.
Os invasores alteraram o destino dos recursos. Até agora, apenas R$ 2 milhões foram recuperados, desviados do MGI para uma conta em nome de uma loja. O restante do montante desviado ainda não foi informado pela Polícia Federal.
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