Surto de gripe aviária nos EUA já dizimou mais de 201 milhões de aves e pressiona cadeia de alimentos

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Doença que se espalha há anos em granjas americanas provoca mortes em massa de aves, eleva custos de produção e acende alerta sanitário global
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA

A gripe aviária de alta patogenicidade (HPAI) — uma forma grave do vírus influenza que atinge aves — já foi responsável pelo abate ou morte de cerca de 201 milhões de aves em granjas comerciais nos Estados Unidos desde que o vírus retornou ao país em 2022, segundo dados atualizados de órgãos agropecuários. 

Veterinários e autoridades agropecuárias relataram que apenas nos últimos meses a situação se agravou significativamente, com estados como Pennsylvania registrando perdas de mais de 7,4 milhões de aves em apenas um mês devido à propagação do vírus entre aves de corte e poedeiras. 

O que é a gripe aviária e como ela se espalha

A gripe aviária é causada por variantes do vírus influenza A, que podem ser transmitidas entre aves selvagens e aves domésticas — especialmente em ambientes de produção intensiva, como galinhas e perus em granjas. O vírus é geralmente levado por aves migratórias infectadas e pode se espalhar rapidamente em condições de alta densidade populacional. 

Impactos duradouros na produção

O grande número de aves afetadas não representa apenas um desastre sanitário para os produtores, mas também pressiona a cadeia produtiva de alimentos, influenciando preços e oferta de carne de frango, ovos e outros produtos avícolas. Medidas de controle incluem o sacrifício sanitário (culling) de lotes inteiros de aves infectadas ou expostas para conter o avanço do vírus. 

Risco à saúde pública e vigilância

Apesar das perdas massivas entre aves, autoridades americanas afirmam que o risco direto de transmissão para a população humana permanece baixo, embora casos humanos tenham sido registrados ao longo dos anos anteriores ao surto atual. 

Alerta internacional

Especialistas em saúde animal e organismos internacionais acompanham o surto de perto, porque vírus altamente patogênicos podem evoluir ou se espalhar para outras espécies — o que exige vigilância coordenada entre países produtores, órgãos sanitários e a indústria avícola.

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