Com exclusividade, ex-marido da brasileira presa na Flórida afirma que nunca viu sinais de abuso e diz acreditar que Amanda não agiu com maldade
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
O caso envolvendo a brasileira Amanda Alves Santana ganhou repercussão internacional após sua prisão no estado da Flórida, nos Estados Unidos, em dezembro de 2025. Natural de Rondônia e mãe de um menino identificado pelas iniciais J.P.A.C., Amanda passou a responder judicialmente por acusações relacionadas à exposição indevida da criança em redes sociais — situação que, segundo familiares e pessoas próximas, teria sido interpretada de maneira extremamente rígida pelas autoridades americanas.
Desde o início da investigação, amigos, familiares e pessoas próximas à brasileira sustentam que não houve intenção criminosa, exploração infantil ou qualquer prática de abuso. A principal linha da defesa é a de que o episódio ocorreu em um contexto doméstico e foi tratado pela mãe como uma brincadeira inadequada, porém sem finalidade sexual.
A prisão aconteceu após a publicação de um vídeo na função “Melhores Amigos” do Instagram. Nas imagens, Amanda aparecia brincando com o filho utilizando um aspirador de pó, em uma gravação que acabou sendo denunciada e posteriormente analisada pelas autoridades americanas. O conteúdo gerou forte reação das autoridades locais, que entenderam a situação como possível insinuação de abuso sexual infantil.
A repercussão aumentou ainda mais após investigadores acessarem o celular da brasileira. Segundo informações divulgadas durante o processo, foram encontradas imagens da criança sem roupa em situações de banho e higiene pessoal. A defesa, no entanto, afirma que os registros eram familiares, privados e comuns ao cotidiano materno, sem qualquer intenção de produção de material pornográfico.
Ex-marido saiu em defesa da brasileira
Um dos pontos que mais chamou atenção no caso foi o posicionamento público do ex-marido de Amanda e pai da criança, Carlos Fernando Cardoso Pereira. Mesmo separado da brasileira e atualmente casado com outra pessoa, Carlos afirma acreditar que Amanda jamais teve intenção de ferir ou explorar o próprio filho.
De acordo com relatos atribuídos ao pai da criança, ele nunca presenciou comportamentos abusivos durante a convivência familiar e considera que a situação ganhou proporções maiores devido às diferenças entre as legislações e interpretações culturais do Brasil e dos Estados Unidos.
Pessoas próximas à família afirmam que Carlos tem tentado separar o julgamento jurídico da imagem pessoal da ex-companheira, sustentando que, apesar dos erros que possam ter sido cometidos na exposição do conteúdo, não existiria motivação criminosa ou maliciosa por parte dela.
O fato de ele estar reconstruindo a vida ao lado de outra pessoa, segundo familiares, não o impede de enxergar a situação com humanidade e defender aquilo que acredita ser a verdade sobre a mãe de seu filho.
Justiça americana endureceu acusações
Nos Estados Unidos, especialmente no estado da Flórida, leis relacionadas à proteção infantil possuem aplicação extremamente rigorosa. O que parte da família interpretou como uma brincadeira inadequada acabou sendo enquadrado pelas autoridades como posse de material pornográfico infantil e conteúdo de conotação sexual envolvendo menor.
Segundo informações do processo, a promotoria dos Estados Unidos adotou uma postura rígida no caso. Além de rejeitar acordos iniciais da defesa, as autoridades pediram uma fiança fixada em 56 mil dólares e sustentam acusações que podem resultar em até quatro anos de prisão para a brasileira.
Amanda segue presa enquanto aguarda novos desdobramentos judiciais. Paralelamente, a Justiça determinou que ela não mantenha contato com o filho durante o andamento do processo. A criança foi entregue aos cuidados do pai.
Família fala em choque e desespero
Familiares relatam que Amanda enfrenta forte abalo emocional dentro do sistema prisional americano. Pessoas próximas afirmam que ela estaria desesperada por estar longe do filho e surpresa com a dimensão tomada pelo caso.
A defesa também tenta demonstrar que não houve comercialização de imagens, rede de exploração ou qualquer evidência de abuso físico contra a criança — fatores que, segundo apoiadores da brasileira, deveriam ser considerados para diferenciar o caso de crimes sexuais mais graves.
Nas redes sociais, amigos iniciaram campanhas de arrecadação, incluindo mobilizações em plataformas como GoFundMe (https://gofund.me/f18e9aeaf) para ajudar nos custos advocatícios e nas despesas do processo internacional.
Reflexão final
O caso também serve como alerta para pais, mães e responsáveis sobre os cuidados necessários ao compartilhar conteúdos envolvendo crianças e adolescentes nas redes sociais. Especialistas reforçam que leis relacionadas à exposição infantil variam de país para país — e até entre estados — podendo haver interpretações jurídicas muito diferentes sobre situações consideradas comuns no ambiente familiar.
Antes de publicar vídeos, fotos ou brincadeiras envolvendo menores, a orientação é que responsáveis procurem conhecer as legislações locais e os limites legais relacionados à privacidade e proteção infantil. Em tempos de internet e vigilância digital constante, um conteúdo postado em segundos pode acabar gerando consequências profundas e irreversíveis.
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