Fiscalização identificou itens sem registro sanitário, falhas na rotulagem e anúncios com promessas não autorizadas
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apreendeu uma série de produtos considerados irregulares durante operação realizada em um centro logístico do Mercado Livre, localizado em Cajamar, na região metropolitana de São Paulo. A ação ocorreu na quarta-feira (18) e teve como foco mercadorias armazenadas para pronta entrega pela plataforma.
De acordo com a agência reguladora, foram identificados produtos sem registro sanitário, com rotulagem inadequada ou que apresentavam promessas terapêuticas não autorizadas. Além da apreensão, a Anvisa determinou a retirada imediata de anúncios irregulares.
Entre os itens recolhidos estão dispositivos médicos e produtos de consumo, como medidores de pressão arterial, termômetros, oxímetros, tintas para tatuagem, lubrificantes íntimos, suplementos alimentares e probióticos. Somente de aparelhos de pressão, mais de 1,6 mil unidades foram retidas, além de centenas de outros produtos.
Irregularidades acendem alerta sobre riscos à saúde
Segundo a Anvisa, as principais irregularidades incluem ausência de autorização para comercialização, falta de certificações obrigatórias, composição fora dos padrões e uso de alegações enganosas. Esses problemas, além de ferirem normas sanitárias, podem representar riscos diretos ao consumidor.
Especialistas ouvidos reforçam a preocupação, sobretudo com dispositivos médicos. Equipamentos como medidores de pressão e oxímetros são fundamentais para monitoramento clínico e tomada de decisões médicas, o que exige precisão e certificação.
“O uso de aparelhos sem validação pode comprometer diagnósticos e levar tanto à omissão quanto ao excesso de tratamento”, alertam profissionais da área de saúde. Resultados imprecisos podem influenciar desde a prescrição de medicamentos até a indicação de internações.
Orientação ao consumidor
A Anvisa recomenda que consumidores verifiquem sempre a regularização dos produtos antes da compra, especialmente em plataformas digitais. A orientação é priorizar marcas confiáveis, conferir a procedência e desconfiar de promessas exageradas ou informações incompletas.
A agência também reforça a importância de buscar orientação de profissionais de saúde ao utilizar produtos que impactam diretamente o bem-estar físico, como suplementos e dispositivos médicos.
Produtos seguem retidos e sob análise
Os itens apreendidos permanecem sob guarda das autoridades sanitárias e não podem ser comercializados ou movimentados até nova deliberação da Anvisa.
Em nota, o Mercado Livre informou que a fiscalização resultou na retenção de cerca de 0,34% dos mais de 1 milhão de produtos regulados armazenados no centro de distribuição. A empresa destacou que não havia medicamentos entre os itens apreendidos e afirmou colaborar com as autoridades, fornecendo dados dos vendedores responsáveis.
A companhia também declarou que investe continuamente em mecanismos de controle e que, segundo seu relatório de transparência, 99% das infrações são identificadas de forma proativa pela própria plataforma. O posicionamento reforça o compromisso com a legislação brasileira, a cooperação institucional e a segurança dos consumidores.
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