Conselho de Indultos de Minnesota concede perdão a imigrante condenado por três agressões, prestes a ser deportado

DHS criticou a decisão, afirmando que ele deve perder o direito de residência permanente porque violou as leis do país

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) informou nesta quarta-feira (6) que o Conselho de Indultos de Minnesota decidiu, de forma unânime, conceder indulto a um imigrante ilegal do Laos condenado por três agressões. At Chandee, conhecido como Ricky, tinha perdido o Green Card por conta desses crimes.

A deliberação foi duramente criticada pelo DHS. “A decisão unânime do Conselho de Indultos de Minnesota de perdoar um imigrante ilegal condenado por três agressões violentas é pura insanidade”, disse a Secretária Interina Assistente, Lauren Bis.

“At Chandee perdeu seu Green Card após ser condenado por agressão agravada com arma. Após suas condenações criminais, ele foi submetido a um processo de deportação e recebeu uma ordem final de deportação de um juiz. O perdão concedido pelos políticos santuários de Minnesota anulou as condenações que qualificavam esse criminoso violento e que o tornavam deportável dos EUA”, ressaltou.

Chandee foi condenado por agressão em 1992, quando tinha 18 anos. Por conta disso, um juiz de imigração emitiu uma ordem final de deportação contra ele em 1995, mas Chandee não foi removido do país e voltou a ser condenado por duas acusações de agressão qualificada com arma em 2008.

Preso por agentes do ICE durante a Operação Metro Surge, em janeiro, o imigrante teve uma audiência perante a Comissão de Revisão de Clemência de Minnesota na última sexta-feira (1) e pediu perdão pelo crime que cometeu há mais de 30 anos.

Dezenas de familiares, amigos e colegas de trabalho lotaram a sala de audiências, reforçando a solicitação de clemência para o refugiado do Laos. O objetivo foi alcançado e ele não poderá ser deportado dos EUA no momento.

Chandee entrou nos Estados Unidos como Residente Permanente Legal (LPR) quando ainda era menor de idade. O DHS afirma que ele deve perder o direito de residência permanente, porque violou as leis do país.

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