Cunhado de Vorcaro teria recebido R$ 485 milhões de empresa alvo de investigação da PF

Fabiano Zettel é citado por investigadores como figura relevante na movimentação financeira relacionada ao Banco Master

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

A atuação de intermediários financeiros e o fluxo de grandes volumes de recursos voltou ao centro de uma investigação conduzida pela Polícia Federal, que apura possíveis irregularidades envolvendo empresas, fundos de investimento e movimentações bancárias de alto valor.

Entre os nomes mencionados nos documentos analisados aparece Fabiano Zettel, apontado como cunhado de Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Segundo informações reunidas a partir de extratos bancários e registros financeiros, Zettel teria recebido cerca de R$ 485 milhões ao longo de um período que vai de meados de 2022 até o início deste ano.

De acordo com os dados, parte significativa dessas transferências ocorreu em 2023, quando os valores movimentados chegaram a aproximadamente R$ 160 milhões distribuídos em centenas de operações. Entre os registros, há indicações de transferências em série e operações de valores elevados realizadas em intervalos curtos.

Investigadores que acompanham o caso avaliam que o volume e a frequência das transações podem indicar um papel ativo na circulação dos recursos. Nesse contexto, Zettel é citado como possível responsável por auxiliar na intermediação de pagamentos vinculados às operações sob análise.

As apurações também apontam que mensagens e registros de comunicação analisados pelas autoridades fariam menções a ordens de pagamento e referências indiretas a transações com possíveis ligações a agentes públicos e figuras políticas, embora esses pontos ainda estejam sob verificação.

Outro elemento presente na investigação envolve a empresa Super Empreendimentos, descrita como parte relevante da estrutura financeira sob análise. Segundo os relatórios, a companhia teria sido utilizada em um modelo de circulação de recursos que envolveria operações de crédito, repasses a fundos e posterior recomposição por meio de investimentos, como certificados de depósito bancário (CDBs).

Ainda conforme os documentos, esse tipo de estrutura poderia permitir a movimentação e redistribuição de valores dentro de uma rede de entidades financeiras, com eventual impacto no balanço de instituições envolvidas. Há também indicações de que parte dos recursos teria sido destinada à aquisição de bens e ativos.

A Polícia Federal segue reunindo elementos para esclarecer a dinâmica das transações e verificar se houve eventual prática de irregularidades, incluindo possíveis vínculos com outros grupos ou operações paralelas.

Até o momento, os citados não tiveram suas responsabilidades individualmente comprovadas no âmbito judicial, e as conclusões dependerão do avanço das investigações e de eventuais manifestações das defesas.

Leia mais

Internado em Brasília, Bolsonaro completa 71 anos e recebe homenagens durante recuperação

Jornalista colombiana presa pelo ICE é libertada após 15 dias de detenção

Operação prende três homens acusados de auxílio à imigração irregular em Portugal

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*