Senador brasileiro afirmou que liberdade de expressão no Brasil esteve entre os temas discutidos com J. D. Vance e Marco Rubio durante encontros nos Estados Unidos
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, participou nesta quarta-feira (27) de reuniões em Washington com o vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, e com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Os encontros ocorreram durante agenda oficial do parlamentar brasileiro na capital americana e ampliaram a repercussão política da viagem internacional.
Nas redes sociais, Flávio publicou uma fotografia ao lado de Rubio e afirmou que os encontros tiveram como foco o fortalecimento das relações entre Brasil e Estados Unidos.
“Seguimos fortalecendo relações internacionais, defendendo a liberdade, a democracia e os valores que unem milhões de brasileiros e americanos”, escreveu o senador.
Segundo Flávio Bolsonaro, um dos principais assuntos tratados durante a conversa com J. D. Vance foi a situação da liberdade de expressão e de imprensa no Brasil. De acordo com o parlamentar, a preocupação teria partido do próprio vice-presidente americano.
“Foi uma preocupação dele, partindo dele, é o perfil dele. Desde que ele se elegeu vice-presidente”, afirmou Flávio ao comentar o encontro.
O senador também declarou que apresentou ao governo norte-americano críticas relacionadas a decretos publicados recentemente pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alegando que as medidas poderiam representar riscos à liberdade de expressão no país.
Encontro com Marco Rubio durou cerca de 30 minutos
De acordo com Flávio Bolsonaro, a reunião com Marco Rubio teve duração aproximada de 30 minutos. O senador afirmou ainda que os encontros demonstram preocupação das autoridades americanas com o cenário político brasileiro.
Durante entrevista concedida à imprensa, Flávio declarou que os Estados Unidos acompanham os rumos políticos do Brasil, embora, segundo ele, sem assumir posicionamentos oficiais sobre a política interna brasileira.
Questionado sobre o motivo de a Casa Branca não ter divulgado manifestação pública sobre seu encontro com o presidente Donald Trump na véspera, o senador respondeu que se sentia honrado por ter sido recebido por integrantes do alto escalão do governo americano.
“Eu estou muito honrado de, como senador da República, um pré-candidato à Presidência da República, ser recebido pelas mais altas autoridades da maior democracia do mundo”, afirmou.
Relação entre Brasil e Estados Unidos ganha novo componente político
A viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos ocorre em um momento de forte movimentação política tanto no Brasil quanto no cenário internacional. O parlamentar tem intensificado agendas externas em meio às articulações da direita brasileira para as eleições presidenciais de 2026.
Nos bastidores políticos, aliados avaliam que os encontros com integrantes do governo Trump podem fortalecer a imagem internacional do senador junto ao eleitorado conservador brasileiro. Integrantes do PL também consideram que a aproximação com lideranças republicanas americanas reforça o discurso político adotado pelo grupo bolsonarista nos últimos anos.
Ao mesmo tempo, setores diplomáticos brasileiros acompanham a movimentação com cautela. Recentemente, integrantes do Ministério das Relações Exteriores avaliaram que a viagem do senador não justificaria mobilização mais ampla da estrutura diplomática brasileira nos Estados Unidos.
Facções criminosas também estiveram na pauta
Durante a viagem, Flávio Bolsonaro voltou a defender que facções criminosas brasileiras sejam classificadas internacionalmente como organizações terroristas. Segundo o senador, o assunto foi discutido com integrantes do governo americano.
Apesar disso, Flávio admitiu que o governo Trump não avançou oficialmente sobre o tema após pedidos feitos pelo governo brasileiro, comandado por Lula.
A proposta de enquadramento de facções como grupos terroristas vem sendo debatida por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro como forma de ampliar mecanismos internacionais de combate ao crime organizado e endurecer sanções contra organizações criminosas que atuam no Brasil e em outros países da América Latina.
- Leia mais:
EUA montam centro de apoio no Quênia para monitorar possíveis casos de ebola
Governo dos EUA pode barrar voos internacionais em cidades-santuário durante a Copa do Mundo
ICE prende imigrante hondurenho condenado por acidente fatal no Tennessee

Faça um comentário