Moçambique diz que cinco de seus cidadãos morreram em atos de violência anti-imigração na África do Sul

O governo afirma que os moçambicanos morreram “como resultado direto de ataques xenófobos”

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

Autoridades de Moçambique denunciaram esta semana que cinco cidadãos do país morreram em atos de violência anti-imigração na cidade de Mossel Bay, na África do Sul, no último fim de semana.

Nesta terça-feira (2), a polícia sul-africana informou que os corpos de dois homens moçambicanos foram encontrados na manhã de sábado com ferimentos de agressão. No domingo, em um incidente separado, um adolescente sul-africano foi localizado morto com ferimentos provocados por faca.

As mortes dos moçambicanos são o mais recente episódio de ataques xenófobos na África do Sul, onde muitas pessoas culpam frequentemente os imigrantes por problemas no país, como o alto índice de desemprego e dificuldades econômicas.

A polícia ainda não sabe quem realizou os atos de violência em Mossel Bay, mas disse que a situação começou a ficar preocupante na sexta-feira, 29 de maio, quando cerca de 55 barracos de um assentamento informal foram incendiados.

Em comunicado, as autoridades policiais disseram que permanecem “em alerta máximo na área, em um esforço para restabelecer a calma e a ordem”. Ainda não houve prisões relacionadas aos homicídios.

Segundo o governo Moçambique, em comunicado divulgado na noite desta segunda-feira (01), cinco cidadãos do país morreram “como resultado direto de ataques xenófobos”. Outros dois perderam a vida em um acidente de trânsito, enquanto retornavam para Moçambique.

Ultimato

Recentemente grupos anti-imigração da África do Sul deram um ultimato a imigrantes em situação irregular, determinando que saiam do país até o dia 30 de junho. Com medo, 300 moçambicanos regressaram para casa no sábado e outros 500 estão sendo repatriados esta semana.

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