Investigação da HSI resulta em deportação de mexicana que tentou entregar bebê para pagar dívidas a coiotes

O ICE afirma que a mexicana Maria Lidia Valle-Hernandez tinha intenção de permitir que outra mulher, também imigrante ilegal, reivindicasse falsamente a maternidade da criança

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

Uma investigação conduzida pela Divisão de Investigações de Segurança Interna (HSI) do ICE resultou na deportação da imigrante ilegal mexicana Maria Lidia Valle-Hernandez, de 28 anos. Ela é acusada de tentar transferir de forma fraudulenta seu bebê recém-nascido para outra pessoa devido a uma dívida com coiotes.

Antes de dar à luz uma criança em janeiro de 2024, Valle-Hernandez se registrou com um nome falso no Hospital St. Joseph´s, em Lake Saint Louis. Segundo a investigação, ela tinha intenção de permitir que outra mulher, também imigrante ilegal, reivindicasse falsamente a maternidade do bebê. Ao receber alta, a mexicana entregou sua pulseira de identificação do hospital à outra mulher, que se apresentou como mãe do recém-nascido.

“O tráfico de pessoas e o contrabando existem em todos os lugares, até mesmo em comunidades tranquilas e com baixos índices de criminalidade, como Lake Saint Louis, Missouri”, afirmou Gregory Paris, Agente Especial Assistente Encarregado da HSI em St. Louis.

“Esta investigação é um ótimo exemplo de como a HSI e a polícia local trabalham juntas para desmantelar as redes de contrabando e tráfico que lucram com a vulnerabilidade alheia e usam falsas promessas para atrair e manter o contrabando”, frisou.

O esquema fraudulento foi denunciado ao Departamento de Polícia de Lake Saint Louis por uma pessoa preocupada com a situação. Em seguida, os policiais entraram em contato com o hospital, a Divisão Infantil do Missouri e a HSI St. Louis. Teve início a investigação da HSI, constatando que Valle-Hernandez era a mãe biológica da criança. A mexicana negou o crime, mas a HSI confirmou sua identidade por meio de registros e impressões digitais.

Valle-Hernandez acabou admitindo que suas ações foram motivadas por dificuldades financeiras e uma dívida com contrabandistas. Presa no dia 22 de abril, ela foi deportada dos Estados Unidos em maio. Já o bebê ficou sob custódia protetiva da Divisão de Crianças do Missouri.

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