Presidente chama óleo venezuelano de “presente” aos EUA; SPR tem 290 milhões de barris, perto da mínima em 44 anos
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova etapa do acordo energético firmado com a Venezuela e afirmou que parte do petróleo venezuelano será utilizada para reforçar a Reserva Estratégica de Petróleo (SPR) dos Estados Unidos.
Em publicação feita no domingo (30) na Truth Social, Trump afirmou que o processo de recomposição da reserva começará “em breve” e classificou o petróleo venezuelano como um “presente da Venezuela para o povo dos Estados Unidos”. A declaração ocorre poucos dias depois de Washington anunciar um amplo acordo energético com o governo interino de Caracas.
Trump acelera recomposição da reserva estratégica
A Reserva Estratégica de Petróleo dos Estados Unidos está com aproximadamente 290 milhões de barris, um dos níveis mais baixos das últimas décadas.
Diante desse cenário, Donald Trump anunciou que o petróleo venezuelano será utilizado para reforçar os estoques estratégicos americanos. A medida faz parte da nova estratégia energética de Washington para ampliar a segurança e a disponibilidade de petróleo nos Estados Unidos.
Acordo envolve mais de 65 bilhões de barris
O anúncio sobre a reserva estratégica veio na sequência de um acordo firmado entre o governo Trump e a administração interina de Delcy Rodríguez, na Venezuela.
Trump afirmou que os Estados Unidos obtiveram controle majoritário sobre o desenvolvimento de mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo venezuelano, em uma parceria envolvendo empresas privadas.
Produção deverá chegar a 1,5 milhão de barris por dia
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou que o acordo energético terá duração de 25 anos e prevê o desenvolvimento de 17 campos petrolíferos estratégicos.
Segundo Rodríguez, a meta é elevar a produção venezuelana para mais de 1,5 milhão de barris por dia. Ela também afirmou que o projeto pretende preservar a soberania venezuelana sobre seus recursos naturais e ajudar na recuperação econômica do país.
Em pronunciamento, Rodríguez classificou o acordo como histórico e afirmou que o projeto poderá aumentar a arrecadação do governo e reativar a indústria petrolífera venezuelana.
O pacto também prevê investimentos privados de grande escala para recuperar infraestrutura e ampliar a capacidade de produção. Fontes que acompanham o acordo estimam investimentos próximos de US$ 100 bilhões, enquanto o governo venezuelano calcula que a operação poderá gerar centenas de bilhões de dólares em receitas tributárias ao longo do período.
Com a reserva em um dos níveis mais baixos das últimas décadas, Trump tenta reconstruir uma importante proteção energética dos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, garantir novas fontes de petróleo para o país.
Mais do que uma operação comercial, a iniciativa representa uma aposta de Trump em soberania energética, segurança nacional e redução da dependência de fornecedores externos em momentos de crise.
Mais do que uma operação comercial, a iniciativa representa uma aposta de Trump em soberania energética, segurança nacional e redução da dependência de fornecedores externos em momentos de crise.
A iniciativa reforça a estratégia de Trump de fortalecer a segurança energética dos Estados Unidos e ampliar o acesso americano a novas fontes de petróleo.
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