Desde maio o governo americano vem adotando restrições nos aeroportos para prevenir o contágio de uma nova cepa do Ebola no país
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
As medidas destinadas a evitar a entrada de pessoas com Ebola nos Estados Unidos serão reforçadas pelo governo federal. Uma nova exigência determina que os viajantes aéreos com destino ao país atestem que não estiveram na República Democrática do Congo (RDC) nos 21 dias anteriores.
No primeiro semestre deste ano, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA adotou regras que proíbem a entrada de passageiros de avião que tenham passado pelo Congo nas três semanas anteriores. Em julho, a restrição foi estendida aos cidadãos americanos. O país africano é o epicentro do surto de ebola em 2026.
Segundo um memorando divulgado nesta quinta-feira (22), a nova exigência do CDC entra em vigor em 3 de novembro, determinado que os passageiros que chegam aos EUA de avião apresentem atestado em papel ou digital, comprovando que não estiveram no Congo.
A partir deste fim de semana o CDC realizará teleconferências informativas com as principais companhias aéreas dos Estados Unidos e do exterior, com objetivo de detalhar como as empresas devem cumprir os novos requisitos de prevenção do Ebola.
As medidas também incluem a proibição de entrada nos EUA de estrangeiros que estiveram em Uganda ou no Sudão do Sul nos últimos 21 dias.
Surto de Ebola
Antes de o surto de Ebola ser declarado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em maio, a cepa Bundibugyo do vírus se espalhou silenciosamente por meses, até causar a emergência de saúde pública. Essa variante mata cerca de metade das pessoas infectadas e não existem tratamento ou vacinas aprovados contra ela.
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