Trump chama eleições brasileiras de “uma desgraça” e diz que vai conversar com Lula

Presidente dos Estados Unidos voltou a questionar o resultado das urnas, mencionou suspeitas de fraude e evitou reconhecer publicamente um vencedor legítimo no Brasil
Por Gilvania Alves|GNEWSUSA

As declarações de Donald Trump sobre a situação política brasileira voltaram a repercutir internacionalmente na quinta-feira (29). O presidente dos Estados Unidos fez duras críticas à condução das eleições no Brasil, demonstrou descontentamento com o resultado e indicou que pretende tratar do assunto diretamente com Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a conversa com jornalistas, o republicano não poupou palavras e definiu o pleito como “uma desgraça”.

“Eu vou falar com ele, mas acho que a eleição no Brasil foi uma desgraça”, declarou Trump.

A manifestação aconteceu dois dias depois de outra crítica contundente. Na terça-feira (27), durante um comício no Texas, o presidente norte-americano levantou suspeitas sobre a lisura da votação e mencionou a possibilidade de fraude, embora não tenha apresentado provas para sustentar a acusação.

“Eu não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada. Para mim, pareceu muito ruim”, afirmou.

Encontro entre os presidentes ainda não está confirmado

Até o momento, não havia confirmação de um pedido de ligação entre Trump e Lula, tampouco uma conversa oficialmente agendada. Uma possível oportunidade de encontro poderá ocorrer em dezembro, durante a Cúpula de Líderes do G20, prevista para os Estados Unidos.

O governo norte-americano também ainda não havia divulgado um posicionamento oficial sobre o resultado das eleições brasileiras.

Flávio Bolsonaro segue nos Estados Unidos

Enquanto as declarações de Trump sobre as eleições brasileiras repercutem, Flávio Bolsonaro também mantém sua agenda nos Estados Unidos. O senador, que disputou a Presidência contra Lula, tem relações próximas com integrantes do governo norte-americano e já foi recebido pelo presidente Donald Trump na Casa Branca.

Após deixar o Brasil, Flávio chegou a Miami por uma rota que incluiu Argentina e Equador. Sua saída ocorreu apesar de uma determinação judicial que o impedia de deixar o território brasileiro.

A restrição foi estabelecida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a Polícia Federal apontar risco de saída do país.

Já nos Estados Unidos, Flávio divulgou uma carta com críticas ao sistema eleitoral brasileiro, na qual se apresenta como “líder do Brasil” e agradece ao presidente Donald Trump e ao povo americano pela acolhida.

Republicano evita responder sobre legitimidade da Presidência

Ao ser questionado sobre quem considerava o presidente legítimo do Brasil, Trump não respondeu diretamente.

Com novas críticas públicas e a intenção declarada de conversar com Lula, o republicano mantém o assunto na agenda internacional e demonstra que não pretende ignorar as controvérsias levantadas sobre a votação brasileira.

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