Mãe é condenada a sete prisões perpétuas após filha de 11 anos dar à luz bebê do padrasto nos EUA

Mulher foi considerada culpada por permitir abusos sexuais contra a própria filha e por seis crimes de negligência infantil; padrasto também recebeu prisão perpétua
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA 

Uma mulher de 34 anos foi condenada a sete penas consecutivas de prisão perpétua após ser considerada culpada por permitir que o próprio marido abusasse sexualmente de sua filha, de apenas 11 anos, nos Estados Unidos. O caso aconteceu no estado de Oklahoma e veio à tona em agosto de 2025, quando a menina deu à luz um bebê dentro da residência da família, sem acompanhamento médico durante a gestação ou assistência profissional no parto.

Identificada como Cherie Walker, a mulher foi sentenciada na sexta-feira (30 de outubro de 2026), no condado de Muskogee. A condenação ocorreu após um júri considerá-la culpada, em julho, de uma acusação de permitir abuso sexual infantil e outras seis por negligência contra menores.

De acordo com as investigações, Cherie tinha conhecimento dos abusos cometidos pelo marido, Dustin Walker, contra a filha, mas não tomou providências para proteger a criança.

Gravidez e parto sem assistência médica

O caso foi descoberto em 16 de agosto de 2025, quando equipes de emergência foram acionadas após a menina dar à luz em casa. A criança não havia recebido acompanhamento pré-natal e precisou ser encaminhada ao hospital após o parto.

A situação chamou a atenção dos profissionais de saúde, que acionaram as autoridades. A investigação revelou que a menina havia engravidado do próprio padrasto. Exames de DNA confirmaram que Dustin Walker era o pai biológico do bebê. Inicialmente, o casal alegou que desconhecia a gravidez da menina.

Segundo informações divulgadas pela imprensa norte-americana, a criança também estava afastada da escola, circunstância que reduziu as oportunidades de identificação dos sinais de abuso por profissionais que poderiam ter percebido a situação.

Condições da residência também foram investigadas

Durante as apurações, as autoridades identificaram condições consideradas extremamente precárias na residência onde a família vivia. Além da menina de 11 anos, outras cinco crianças estavam sob os cuidados do casal.

As acusações de negligência envolveram a falta de cuidados básicos, supervisão e assistência médica adequada às crianças.

Diante das circunstâncias encontradas, os menores foram retirados da residência e passaram a ficar sob os cuidados das autoridades.

Padrasto também recebeu prisão perpétua

Dustin Walker também foi responsabilizado pelos crimes. Ele se declarou culpado por abuso sexual de uma criança menor de 12 anos e por seis acusações de negligência infantil.

Em junho de 2026, recebeu uma sentença de prisão perpétua pelo abuso sexual, além de outras 42 anos de prisão pelos crimes de negligência.

A mãe foi julgada separadamente. Após a condenação, o júri recomendou sete penas de prisão perpétua, uma para cada acusação. O juiz confirmou a sentença em 30 de outubro, determinando que elas fossem cumpridas consecutivamente, ou seja, uma após a outra.

Promotoria destaca trauma enfrentado pela menina

A promotora assistente do condado de Muskogee, Janet Hutson, destacou a gravidade do caso e as consequências que a violência poderá deixar na vida da vítima.

Segundo a promotora, a menina passou por uma experiência extremamente traumática, envolvendo não apenas os abusos sexuais, mas também uma gravidez e um parto sem qualquer assistência médica.

O caso provocou indignação nos Estados Unidos e expôs a situação de vulnerabilidade enfrentada pelas crianças que viviam na residência.

As investigações também alcançaram a avó materna da menina, Michelle Justus, que foi acusada de negligência infantil em razão de suspeitas de que teria conhecimento das circunstâncias vividas pelas crianças. O processo dela é separado.

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