Incêndio consome mansão histórica ligada à escravidão nos EUA

Um incêndio destruiu grande parte da Nottoway Plantation House, mansão histórica da Louisiana construída em 1859 como sede de uma plantação de açúcar.
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA

 

Um incêndio de grandes proporções destruiu grande parte da Nottoway Plantation House, uma mansão histórica situada no estado da Louisiana, nos Estados Unidos. Construída em 1859 às margens do rio Mississippi, entre Baton Rouge e Nova Orleans, a propriedade era uma das últimas e maiores remanescentes do período anterior à Guerra Civil Americana.

As chamas começaram na noite da última quinta-feira, 15, e se espalharam rapidamente pela estrutura de madeira, que somava quase 170 anos, mais de 5 mil metros quadrados e 165 cômodos. Dez equipes de bombeiros foram mobilizadas, mas não conseguiram evitar a destruição. Felizmente, não houve feridos.

De acordo com a Associated Press, a Nottoway foi erguida por John Hampden Randolph como sede de uma vasta plantação de açúcar, mantida com o trabalho de mais de 150 pessoas escravizadas — segundo registros do Serviço Nacional de Parques dos EUA. À época, a construção custou cerca de US$ 80 mil, o equivalente a aproximadamente US$ 3 milhões nos valores atuais.

Com seu estilo imponente, rotunda de três andares, lareiras de mármore italiano e colunas brancas, a mansão foi transformada nas últimas décadas em hotel, museu e centro de eventos. Tornou-se ponto turístico, mas também alvo de críticas e protestos devido à sua ligação direta com o passado escravagista do país.

O atual proprietário, o advogado Dan Dyess, declarou que o fogo resultou em uma “perda total”. “Estamos devastados e de coração partido. Esse lugar era a realização de um sonho que agora se desfez em cinzas”, disse em nota oficial.

Para o presidente da Câmara de Iberville, Chris Daigle, a destruição da Nottoway representa não apenas uma perda arquitetônica, mas um marco simbólico: “Apesar de sua origem associada à escravidão, a mansão evoluiu nos últimos anos para um espaço de diálogo e educação. Era um lembrete do nosso passado complexo, que não deve ser esquecido”.

Nas redes sociais, a notícia dividiu opiniões. Enquanto alguns lamentaram a perda do patrimônio histórico, outros expressaram alívio, diante do que o local representava. “O fogo foi justo e libertador. Um lugar de tanto sofrimento virou cenário de festas. Que as almas que ali padeceram possam, enfim, descansar em paz”, escreveu uma usuária no X (antigo Twitter).

As autoridades informaram que o incêndio foi contido e não atingiu outras construções na área. A causa ainda está sendo investigada.

 

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