Brasileiros acusados de fraude e exercício ilegal da advocacia na área da imigração são presos na Flórida

Os serviços que eles ofereciam tinham como público-alvo brasileiros recém-chegados aos Estados Unidos

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

Na última segunda-feira (20), os brasileiros Lucas Felipe Trindade Silva, 34 anos, Juliana Calucci, 47, e Vagner Soares de Almeida, 53, foram presos no Condado de Orange Country, na região de Orlando, Flórida, sob acusação de fraude com exercício ilegal da advocacia na área da imigração. Os serviços que eles ofereciam, através da empresa ‘Legacy Immigration’, tinham como público-alvo brasileiros recém-chegados aos Estados Unidos.

De acordo com as autoridades do condado, os três presos lideravam um esquema sofisticado de fraude imigratória, apresentando-se como advogados de imigração e oferecendo soluções rápidas e eficazes, com garantia de regularização do status migratório.

Registros oficiais informam que o trio responde pelos crimes de prática ilegal da advocacia (unathorized practice law), fraude por meio de comunicação eletrônica (Florida Communications Fraud Act) e extorsão. Eles também podem ser processados no âmbito da Lei RICO, criada para combater o crime organizado nos EUA.

Até o momento as autoridades do Condado de Orange Country não divulgaram informações adicionais sobre o funcionamento do esquema, número de vítimas e faturamento do grupo com as práticas fraudulentas. Os três brasileiros estão presos aguardando decisão judicial, com direito à ampla defesa.

Grupo prometia regularização rápida e garantida

Fontes com conhecimento do caso afirmam que o “Legacy Group” cobrava milhares de dólares de brasileiros que acabavam de chegar aos Estados Unidos, prometendo regularização garantida do status migratório e obtenção do Green Card.

Os falsos advogados faziam preenchimento irregular de formulários federais, davam orientações fraudulentas para pedido de asilo e produziam ou manipulavam documentos usados em processos migratórios.

Os investigadores acreditam que parte das vítimas pode ter entregue documentos com informações pessoais sensíveis, o que preocupa as pessoas que procuraram pelos serviços do grupo.

O caso segue em investigação pelas autoridades dos Estados Unidos, podendo resultar na deportação de todos os envolvidos.

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