Senador afirma que PT ficou 17 anos no poder e “só agora descobriu” o avanço do crime organizado no país
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O senador Flávio Bolsonaro elevou o tom contra o governo do presidente Lula após o lançamento do programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, anunciado pelo Palácio do Planalto com promessa de R$ 11 bilhões em investimentos na segurança pública.
Em publicação nas redes sociais, Flávio afirmou que “o Brasil não aguenta mais PowerPoint contra o crime organizado” e acusou o governo petista de agir apenas em período pré-eleitoral. Segundo o senador, o país convive há décadas com o fortalecimento das facções criminosas enquanto sucessivos governos do PT falharam em apresentar resultados concretos no combate à violência.
“O PT governou o país por 17 anos. Aí agora, na véspera de mais uma eleição, descobriram que existe crime organizado.”
A fala repercutiu entre apoiadores da direita, que passaram a questionar a efetividade do novo programa federal e cobraram medidas mais rígidas nas fronteiras, endurecimento penal e fortalecimento das forças de segurança.
Flávio cobra reação firme contra PCC e Comando Vermelho
Durante a crítica ao governo, Flávio Bolsonaro afirmou que o crime organizado não será combatido com anúncios políticos ou apresentações técnicas, mas com ações práticas e presença efetiva do Estado.
“Crime organizado não precisa de seminário, precisa ser enfrentado com autoridade, inteligência, tecnologia e coragem.”
O parlamentar também relacionou o anúncio do programa a pressões internacionais envolvendo segurança pública e narcotráfico. Segundo Flávio, o presidente americano Donald Trump teria demonstrado preocupação com o avanço de facções brasileiras como o PCC e o Comando Vermelho.
“O Lula tomou uma dura do Trump porque não estava combatendo CV e PCC. Enquanto isso, o fuzil continua entrando pelas fronteiras, a apreensão de drogas diminuiu e o brasileiro continua sendo roubado no sinal, no ônibus e até dentro de casa.”
A declaração ampliou o embate político em torno da segurança pública, tema que deve ganhar protagonismo na corrida eleitoral de 2026.
Governo promete integração nacional contra facções
O programa “Brasil Contra o Crime Organizado” prevê investimentos em integração entre forças policiais, inteligência, tecnologia e operações coordenadas contra facções criminosas.
Segundo o governo federal, a iniciativa foi construída em parceria com Estados, especialistas e representantes das forças de segurança. O objetivo oficial é ampliar o combate ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, armas ilegais e organizações criminosas interestaduais.
Apesar do discurso do governo, opositores afirmam que o plano chega tarde e sem apresentar metas concretas capazes de reduzir imediatamente os índices de violência enfrentados pela população.
Aliados da direita também passaram a comparar os números atuais da segurança pública com períodos anteriores, alegando aumento da sensação de insegurança nas grandes cidades e avanço territorial das facções criminosas em diferentes regiões do país.
Segurança deve dominar debate eleitoral
A reação de Flávio Bolsonaro reforça a estratégia da oposição de transformar a segurança pública em um dos principais temas das eleições presidenciais de 2026.
Pré-candidato ao Palácio do Planalto, o senador busca consolidar apoio do eleitorado conservador com discursos voltados ao endurecimento contra o crime, defesa das forças policiais e combate direto às facções.
Nos bastidores políticos, parlamentares ligados à direita avaliam que o tema pode desgastar o governo Lula diante da percepção de crescimento da violência urbana e fortalecimento do crime organizado no país.
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